EUA x Venezuela: especialista alerta para ‘perspectiva cruel’ e compara com guerra ao terror no Oriente Médio
Última ofensiva norte-americana no Caribe matou quatro suspeitos; Trump afirmou que não precisa avisar o Congresso antes de uma invasão terrestre
Internacional|Do R7
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Em meio às tensões entre Venezuela e Estados Unidos, o presidente Donald Trump afirmou que não há necessidade de avisar o Congresso norte-americano sobre uma possível invasão terrestre ao território venezuelano, mas, ao mesmo tempo, o governante enfatizou que não vê problema em consultar os parlamentares.
O Departamento de Guerra dos Estados Unidos afirmou que a última ofensiva resultou na morte de quatro suspeitos que transportavam diversas drogas na embarcação, rumo aos EUA. Em contrapartida, o líder venezuelano não se convenceu e rejeitou a justificativa de Washington e ordenou que os navios petroleiros do país recebam escolta militar após a criação do bloqueio marítimo norte-americano.
A especialista em ciência política Giovana Branco explicou em entrevista ao Conexão Record News desta sexta (19) que as ações da nova política externa norte-americana deixam a América do Sul em alerta.
“Com essa nova doutrina de segurança norte-americana que coloca o continente sul-americano como a principal rota de preocupação dos Estados Unidos, de fato a gente tem uma perspectiva muito cruel sobre o quanto que esse conflito pode de fato escalar para uma violência maior”, enfatizou.
Giovana Branco ainda ressaltou que as motivações do governo norte-americano não são apenas a eliminação total do narcotráfico no país.
“É muito próximo do que a gente viu alguns anos atrás no Oriente Médio, sobre a guerra ao terror. Então naquela época os Estados Unidos utilizaram o terrorismo, o combate ao terrorismo, como grande arcabouço para poder fazer operações militares ali. Mas a gente sabe hoje que o grande objetivo mesmo eram as mudanças de regime. Agora no caso da Venezuela isso também é muito óbvio. Então obviamente o narcotráfico é um problema, não apenas para os Estados Unidos, mas para todos os países do continente americano que têm algum tipo de envolvimento com essa questão. Mas a gente tem observado que a questão política, no caso venezuelano, é muito mais central para os Estados Unidos”, argumentou.
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