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Europa aumenta protecionismo, mas especialista acredita que acordo com Mercosul deve sair

Economista Ricardo Buso argumenta que tarifaço de Trump contribuiu para o fortalecimento do acordo

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Parlamento Europeu aprova medidas para proteger agronegócio durante negociações do acordo com Mercosul.
  • Limites de importação para produtos sensíveis reduzem de 10% para 5%, com possibilidade de parar tarifas preferenciais.
  • A votação final está prevista para 18 de outubro e, se aprovada, o acordo pode ser assinado no dia 26.
  • Economista Ricardo Buso acredita que o cenário geopolítico favorece a aceitação do acordo, destacando a importância do agronegócio brasileiro.

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Temendo pelo enfraquecimento do agronegócio da Europa, o Parlamento Europeu aprovou medidas mais rígidas para proteger o setor em meio às negociações do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, o que aumenta a pressão sobre os países exportadores, como o Brasil. Entre as mudanças, o limite de importação de produtos sensíveis como carnes, grãos e açúcar cai de 10% para 5%. A decisão permite ainda a parada temporária de tarifas preferenciais se as importações do Mercosul causarem prejuízo ao bloco europeu.

Além disso, foi reduzido o prazo para avaliar o impacto das compras do Mercosul na União Europeia. Essas novas medidas podem destravar a aprovação do texto final no Conselho Europeu. A votação está marcada para esta quinta-feira (18). Se for aprovado, o acordo pode ser assinado no próximo sábado (20) em Foz do Iguaçu. Fazendeiros europeus voltaram a protestar e bloquear rodovias na França e na Eslovênia. Se ratificado, o tratado pode criar a maior área de livre comércio do mundo, com impacto direto para o Brasil, a principal economia do Mercosul.


Mesmo com os obstáculos impostos pela União Europeia, o economista Ricardo Buso está otimista e acha que há grandes chances do acordo ainda ser aceito. Ele explica, ao ser questionado no Conexão Record News desta quarta (17), que o cenário geopolítico atual contribuiu muito para a aprovação: “O que ajudou foi justamente essa confusão tarifária do Trump. O mundo viu que precisa dar respostas ao ultra protecionismo. E nesse campo, a União Europeia, apesar de ser um bloco, se divide em muitas particularidades. [...] Eu tenho, em um extremo, a França, super protecionista, e do outro lado, a Alemanha, também uma superpotência, numa ponta mais liberal, que já é favorável a esse acordo há muito tempo”.

Ele analisa as ações feitas pelo Parlamento e vê que, apesar delas, os países irão chegar a um meio-termo “Há uma lista de mais de 20 itens que eles não querem abrir mão, têm cláusulas de suspensão temporária, se diminuir o preço ou de ele ter uma queda de 5% em relação ao que se pratica na Europa [...] Tudo isso são salvaguardas para tentar proteger um pouco como a França quer, mas chega num ponto que não dá mais. Nós temos um potencial muito grande para exportar para lá”. Buso finaliza afirmando que o Brasil e o Mercosul estão preparados para atender a demanda dos países europeus e que o agronegócio brasileiro está em uma fase muito boa.

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