‘Europeus vão parar com o apaziguamento’, avalia professor sobre relação com os Estados Unidos
Tensão entre UE e EUA aumentou após declarações no Fórum Econômico Mundial
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
A tensão entre Europa e Estados Unidos aumentou durante o Fórum Econômico Mundial, que acontece em Davos, na Suíça. Após o anúncio de possíveis taxações aos países do velho continente que se opuseram à anexação da Groenlândia, o bloco europeu pode suspender um acordo comercial com Washington, como forma de pressão ao presidente Donald Trump.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que impor tarifas a quem não concorda com a posição de Trump é um erro. Já o presidente francês, Emmanuel Macron, declarou que não é momento para imperialismos ou colonialismos e que a Europa não vai se curvar às vontades do presidente americano.

Por sua vez, o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, disse que a população precisa estar preparada para uma invasão, já que um ataque americano não está descartado.
No entanto, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, que também participa do fórum, pediu calma para os dois lados, além de declarações de Trump que diminuem as chances de um ataque.
Para os europeus, a imposição de novas tarifas americanas seria inaceitável, uma vez que essas seriam somadas ao pagamento de uma taxa de 15% sobre seus produtos, aceita a contragosto no último ano, explica Vitelio Brustolin, professor de relações internacionais da UFF (Universidade Federal Fluminense).
Em entrevista ao Conexão Record News desta quarta-feira (21), o pesquisador avalia que as decisões do presidente americano geram uma desconfiança entre seus parceiros de longa data, que podem questionar a postura de Trump com eles, teoricamente aliados, e com adversários, como Vladimir Putin.
“Então, o recuo dos europeus é um recuo diante de ameaças concretas. Primeiro, o Trump não falava em não usar força, só hoje ele foi falar isso. E segundo, ele deixou muito claro que imporia sanções econômicas a países aliados. Então o questionamento dos europeus é: ‘o Trump trata melhor países oponentes, países adversários, do que países aliados? Então essa resposta dos europeus é uma evidente sinalização de que vão parar com apaziguamento. Vão parar de apaziguar o Donald Trump”, analisa Brustolin.
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