Ex-assessor de Trump diz que é inocente de acusações
Roger Stone declarou que não manipulou testemunhas e fez declarações falsas na investigação da interferência russa em eleições de 2016
Internacional|Do R7

Ex-assessor do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Roger Stone se declarou nesta segunda-feira (28) inocente das acusações de obstrução à Justiça, manipulação de testemunhas e declarações falsas dentro das investigações sobre a interferência da Rússia nas eleições presidenciais de 2016.
Preso na última sexta-feira em Fort Lauderdale, na Flórida, o consultor político republicano foi ouvido nesta terça-feira durante uma audiência no tribunal do Distrito de Columbia, em Washington.
A juíza responsável pelo caso determinou que Stone compareça mais uma vez ao tribunal na tarde da próxima sexta-feira (1).
As acusações contra Stone são parte da investigação comandada pelo promotor especial Robert Mueller, designado para apurar de maneira independente se houve conspiração entre integrantes da campanha de Trump com o governo da Rússia nas eleições de 2016.
Na denúncia, Mueller acusou Stone de ter mentido para os congressistas da Comissão de Inteligência da Câmara dos Representantes e de ter pressionado outras testemunhas para também mentir ao comitê, que realiza uma investigação própria do caso.
Segundo a acusação, integrantes da campanha de Trump pediram que Stone entrasse em contato em 2016 com a "Organização 1", entidade que parece ser o Wikileaks, responsável por vazar e-mails que prejudicaram a democrata Hillary Clinton nas eleições.
As mensagens mostravam que funcionários do Partido Democrata tinham conspirado para favorecer a vitória de Hillary sobre o senador Bernie Sanders nas primárias.
Mueller não acusa Stone de ter um papel direto no vazamento do Wikileaks. A defesa de Trump questiona que os documentos apresentados pelo promotor não provam qualquer coordenação entre a campanha do agora presidente e o Kremlin para prejudicar o pleito.
Stone trabalhou até 2015 como assessor de Trump na campanha presidencial, mas seguiu oferecendo conselhos ao então candidato de forma informal até a vitória eleitoral em novembro de 2016.
O acusado é um dos mais importantes consultores políticos e lobistas republicanos, tendo trabalhado para vários candidatos do partido à presidência, como Richard Nixon, Ronald Reagan e Bob Dole.
Até agora, 34 pessoas foram acusadas por Mueller, entre elas várias pessoas próximas a Trump, como o ex-chefe de campanha do presidente, Paul Manafort.










