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Ex-CEO vende empresa e dá bônus milionário a cada um de seus 540 empregados

Negócio envolvendo a Fibrebond reservou 15% do valor aos profissionais da fábrica

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Graham Walker, ex-CEO da Fibrebond, destinou 15% da venda da empresa, avaliada em US$ 1,7 bilhão, para seus 540 empregados.
  • Os funcionários receberam, no total, US$ 240 milhões em bônus, com uma média de US$ 443 mil por trabalhador ao longo de cinco anos.
  • A decisão de Walker visa reconhecer a contribuição dos empregados durante períodos difíceis e garantir a retenção da equipe após a venda.
  • O gesto gerou reações emocionadas entre os funcionários e impactou positivamente a economia local, com aumento no consumo e reformas residenciais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Graham Walker vai deixar a Fibrebond após venda da empresa de sua família Reprodução de vídeo/YouTube/Fibrebond

Um empresário americano decidiu dividir com seus trabalhadores o resultado da venda de sua companhia. Graham Walker, ex-CEO da fabricante Fibrebond, garantiu que 15% do valor do negócio fosse destinado aos seus 540 empregados.

Com isso, os funcionários passaram a receber um total de US$ 240 milhões (cerca de R$ 1,32 bilhão) em bônus após a venda da empresa por US$ 1,7 bilhão (aproximadamente R$ 9,35 bilhões).


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Walker afirmou que só concordaria com a compra caso a empresa adquirente, a Eaton, mantivesse a reserva de parte do montante da venda aos empregados, mesmo que nenhum deles tivesse ações. Os pagamentos, segundo o “Wall Street Journal”, são estruturados como prêmios de permanência e serão distribuídos ao longo de cinco anos, com média de US$ 443 mil (cerca de R$ 2,44 milhões) por trabalhador, embora funcionários com mais tempo de casa recebam valores maiores.


Para o empresário, a decisão foi uma forma de reconhecer quem sustentou a companhia em períodos de crescimento, crise e quase colapso. Ele disse ao jornal que a exigência era “inegociável”, pois temia perder a equipe justamente após a conclusão do acordo.


Em junho, os empregados começaram a receber envelopes lacrados com o valor individual de cada bônus. As reações variaram de emoção a incredulidade. Houve quem pensasse se tratar de uma pegadinha, enquanto outros permaneceram em silêncio, sem acreditar na quantia informada.


Uma das histórias que mais chamaram atenção foi a de Lesia Key, que começou na Fibrebond em 1995 ganhando US$ 5,35 por hora (cerca de R$ 29,40). Aos 51 anos e chefiando instalações na empresa, ela usou o dinheiro para quitar a hipoteca da casa e abrir uma loja. “Antes, vivíamos de salário em salário. Agora eu posso viver”, disse.

Outro caso relatado foi o de Hong “TT” Blackwell, de 67 anos, assistente de gerência e imigrante vietnamita, que trabalhou mais de 15 anos na área de logística. Ela recebeu algumas centenas de milhares de dólares, imediatamente se aposentou e comprou uma picape para o marido. Mesmo depois de pagar quase US$ 100 mil (cerca de R$ 550 mil) em impostos, afirmou que a mudança de vida foi enorme.

O impacto também se espalhou por Minden, na Louisiana (EUA), cidade de cerca de 12 mil habitantes onde fica a fábrica. Autoridades locais relataram aumento no consumo e em reformas residenciais, enquanto muitos beneficiados quitaram dívidas, financiaram estudos ou reforçaram a poupança para a aposentadoria.

A Fibrebond foi fundada em 1982 pelo pai de Graham, Claud Walker, e atravessou momentos difíceis, como o incêndio que destruiu a fábrica em 1998 e a crise do início dos anos 2000, quando o quadro caiu de 900 para 320 funcionários. A guinada veio com um investimento de US$ 150 milhões (cerca de R$ 825 milhões) em módulos elétricos para data centers, setor que explodiu com o avanço da computação em nuvem e da inteligência artificial.

Com as vendas crescendo cerca de 400% em cinco anos, grandes grupos industriais passaram a disputar a compra da empresa. Walker, porém, manteve a mesma condição para todos: 15% do valor teria de ir para os trabalhadores. Questionado sobre o número, respondeu apenas: “É mais do que 10%”.

Os bônus, pagos de forma escalonada, também funcionam como incentivo para retenção de pessoal após a venda, algo que o ex-CEO considerou essencial para a continuidade das operações. Walker deixa a empresa no fim do ano e diz esperar que, no futuro, ainda receba mensagens de antigos colegas relatando como o gesto mudou suas vidas.

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