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Ex-presidente mexicano diz que cultivaria maconha se fosse legalizado

Internacional|Do R7

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México, 5 jun (EFE).- O ex-presidente mexicano Vicente Fox, governante entre os anos de 2000 e 2006, declarou nesta quarta-feira que, se a maconha fosse legalizada, ele poderia ser um produtor, argumentando que a medida beneficiaria o país e prejudicaria somente os cartéis da droga. "Uma vez que seja legítima e legal, claro. Eu sou agricultor, posso fazer isso no dia que o cultivo for legalizado e já estiver aprovado como indústria. Produtores de todo tipo podem participar", afirmou Fox ao ser perguntado se poderia ser um dos cultivadores. O ex-presidente, que se transformou em um forte defensor da legalização da maconha como forma de frear a violência dos cartéis da droga, anunciou que organizará um fórum sobre esse tema em seu centro, o qual deverá ser realizado entre os dias 19 e 21 de julho. Fox lembrou que, durante o governo de Richard Nixon, nos Estados Unidos (1969-1974), a guerra contra as drogas "foi um fracasso total e absoluto", da mesma forma que as ações similares empreendidas pelo ex-presidente mexicano Felipe Calderón (2006-2012) durante sua administração. "Hoje estamos apresentando uma nova solução, na qual acredito e tenho convicção que o país sairá da armadilha em que estamos", declarou Fox, que acrescentou que "esse é um tema muito sério e que não deve ter um tom de piada". Fox também afirmou que o consumo moderado da maconha não afeta a saúde das pessoas e que o consumo de álcool e cigarros é mais prejudicial do que o da droga. "Atualmente, muitas morrem e se suicidam por consumo excessivo de álcool ou cigarro", argumentou. Além de exaltar seu consumo terapêutico, o ex-presidente mexicano explicou que a produção de maconha pode ser uma indústria legal com um controle adequado, a qual se fortaleceria ao tirar milhões de dólares dos criminosos. Os recursos passariam a beneficiar os empresários e o governo através dos impostos. "Se for assim, a situação será positiva para todos, menos para os criminosos", concluiu o ex-presidente do México. EFE jrm/fk (foto)

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