Ex-rapper do Nepal concorrerá em eleição importante após protestos da Geração Z
Balendra Shah ganhou popularidade entre os jovens e busca aliança com partido de ex-apresentador de TV para conquistar vaga de primeiro-ministro
Internacional|Gopal Sharma, da Reuters
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Dois líderes populares formaram uma aliança antes das eleições parlamentares de março, no Nepal, e desafiarão os partidos mais antigos e que dominam a política da nação do Himalaia há mais de três décadas, disseram autoridades partidárias e analistas nesta segunda-feira (29).
O rapper Balendra Shah, conhecido como Balen, que se tornou prefeito de Katmandu com alta popularidade juntou-se ao RSP (Partido Rastriya Swatantra, em português), ou partido nacional independente, liderado por um ex-apresentador de TV que também se tornou político, Rabi Lamichhane, no domingo (28), disseram responsáveis do partido.
Eles afirmaram que, segundo o acordo com o RSP, Balen, de 35 anos, se tornará o primeiro-ministro se o partido vencer as eleições de 5 de março, enquanto Lamichhane, de 48 anos, continuará sendo o chefe do partido.
Ambos prometeram atender às demandas levantadas durante os protestos da “Geração Z”, liderados por jovens contra a corrupção generalizada em setembro, nos quais 77 pessoas foram mortas e que levaram à renúncia do primeiro-ministro K.P. Sharma Oli.
“É uma jogada muito inteligente e estratégica do RSP trazer Balen e seus jovens apoiadores para o seu lado”, disse o analista Bipin Adhikari.
“Os partidos políticos tradicionais estão sofrendo por medo de perder seus jovens eleitores para o RSP”, afirmou ele.
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A comissão eleitoral afirma que cerca de 19 dos 30 milhões de habitantes do Nepal estão aptos a votar nas eleições. Cerca de um milhão de eleitores — em sua maioria jovens — foram adicionados após os protestos.
Balen ficou em evidência após os protestos e foi um líder não declarado dos jovens que comandaram os protestos de setembro.
Ele também ajudou a formar o governo interino da ex-presidente do Supremo Tribunal, Sushila Karki, que supervisionará a votação.
Alguns críticos questionaram o papel de Balen durante os protestos, dizendo que ele raramente aparecia em público e só se dirigia aos apoiadores nas mídias sociais.
O Partido Comunista do Nepal ou UML (Marxista-Leninista Unificado), de Oli, e o partido centrista Congresso Nepalês dividiram o poder entre si durante a maior parte das últimas três décadas e é muito provável que sejam desafiados por Balen.
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