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Ex-refém de Cleveland rejeita visitas da mãe e da avó

Michelle, de 32 anos, está livre após 11 anos no cativeiro

Internacional|Do R7

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"Ela não quer ser vista pela família", disse Deborah, avó de Michelle
"Ela não quer ser vista pela família", disse Deborah, avó de Michelle JOHN GRESS/REUTERS

Michelle Knight, a refém que mais tempo passou no cativeiro estourado nesta semana em Cleveland, está livre após 11 anos, mas rejeita visitas de parentes no hospital onde permanece desde segunda-feira (6) à noite.

Michelle, de 32 anos, está em boas condições de saúde, mas não aceitou receber sua mãe nem sua avó, que haviam se mudado para a Flórida depois do desaparecimento dela — na época, interpretado por familiares como uma fuga.


"Não — a pedido dela. Ela não quer ser vista pela família", disse Deborah, avó da moça, à Reuters.

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Michelle já era uma mãe solteira quando desapareceu, em 2002, após perder uma disputa judicial com autoridades pela custódia do seu filho, que na época tinha 3 ou 4 anos.

"Eles o levaram e ela saiu de casa e nunca mais voltou", contou a avó, explicando por que a família achava que ela havia fugido.


Um dos dois irmãos de Michelle, Freddie, esteve no hospital e a visitou imediatamente depois de ela ser localizada pela polícia dentro da casa onde passou anos presa. "Sua pele estava branca como um fantasma", disse Freddie. "Ela me disse que estava animada em começar uma nova vida."

Depois disso, ele conversou com a irmã por telefone uma vez, mas disse que, a pedido dela, a deixaria em paz no hospital.

As outras duas ex-reféns, Amanda Berry e Gina DeJesus, deixaram o hospital na terça-feira (7) e voltaram na quarta-feira (8) para as casas de parentes. Michelle precisou de cuidados adicionais porque, segundo a polícia, sofreu pelo menos cinco abortos ao ser agredida e submetida a jejuns pelo suposto sequestrador, Ariel Castro, um ex-motorista de ônibus escolar de 52 anos.

O homem foi formalmente acusado na quarta-feira pelos sequestros das moças, ocorridos separadamente, e por tê-las estuprado. No cativeiro, a polícia encontrou, além das três mulheres, uma menina de 6 anos, filha de Amanda gerada e nascida durante o sequestro.

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Um promotor de Ohio disse na quinta-feira (9) que, por causa dos abortos, pretende imputar crimes de homicídio qualificado contra Castro, o que pode acarretar a pena de morte.

Segundo a polícia, Castro sequestrou as três vítimas depois de lhes oferecer caronas, e as manteve presas com correntes e cordas.

Durante o cativeiro, disse a CNN, o homem mostrava a suas reféns reportagens de TV sobre as vigílias que as famílias Amanda e Gina realizavam pelo retorno das suas filhas.

A família Michelle não fez vigílias, e a avó disse que todos tinham certeza da morte da moça. "Não achávamos que fossemos voltar a vê-la".

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