Exclusivo: secretário da Marinha John Phelan consta como passageiro em avião particular de Jeffrey Epstein em 2006
Phelan recusou-se a comentar por meio de um porta-voz da Marinha; na época ele trabalhava no setor financeiro
Internacional|Haley Britzky, da CNN Internacional
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O secretário da Marinha dos Estados Unidos, John Phelan, é citado em um manifesto de voo encontrado entre milhões de documentos relacionados ao criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein, divulgados nos últimos meses, indicando que ele voou em 2006 de Londres para Nova York no avião particular de Epstein.
O manifesto lista Phelan ao lado de outros 12 passageiros, incluindo Epstein e, aparentemente, Jean-Luc Brunel, um agente de modelos francês e associado próximo de Epstein que enfrentava acusações de agressão sexual e estupro de menor quando foi encontrado morto em sua cela em 2022. O nome de Brunel parece ter sido grafado incorretamente como “Jean Luk Brunnel” no documento.
Seis nomes da lista estão suprimidos. O voo partiu de Londres com destino a Nova York na tarde de 3 de março de 2006.
Phelan recusou-se a comentar por meio de um porta-voz da Marinha.
Um amigo próximo de Phelan confirmou que ele estava a bordo do voo, mas enfatizou que foi a única vez que Phelan teve contato com Epstein e que o convite para voar partiu do então CEO do Bear Stearns, Jimmy Cayne, que morreu em 2021.
Phelan, que à época trabalhava no setor financeiro, não sabia que viajaria no avião de Epstein até chegarem ao local, disse o amigo à CNN. Durante o voo, Epstein apresentou aos outros financistas uma proposta relacionada a um conceito tributário pelo qual Phelan “não tinha interesse”, segundo o amigo, e Phelan nunca mais falou ou interagiu com Epstein.
Outros três passageiros, todos com aparentes vínculos com o setor financeiro, também constam no documento. De acordo com os detalhes do manifesto, a aeronave — um Boeing 727 — era um dos aviões notórios de propriedade de Epstein. Não há evidências de que Phelan soubesse de qualquer irregularidade cometida por Epstein ou seus associados quando fez a viagem. Epstein foi indiciado pela primeira vez na Flórida alguns meses depois, em julho de 2006, por solicitação criminosa de prostituição.
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Phelan, empresário sem serviço militar prévio, foi anteriormente fundador e presidente da Rugger Management LLC, uma empresa privada de investimentos que criou em 2022, antes de ser confirmado como secretário da Marinha em março de 2025.
O manifesto fazia parte de um conjunto de documentos divulgado no ano passado pelo Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes. As supressões ao longo dos arquivos são usadas, em grande parte, para proteger os nomes de vítimas e outras informações identificáveis, segundo o site do Departamento de Justiça que hospeda os documentos. O Departamento de Justiça divulgou cerca de três milhões de documentos adicionais relacionados a Epstein na semana passada.
Phelan e sua esposa são colecionadores de arte de destaque e arrecadaram milhões para a campanha do presidente Donald Trump, incluindo a realização de um jantar de arrecadação de alto valor para Trump em agosto de 2024.
Trump anunciou Phelan como sua escolha para secretário da Marinha em novembro de 2024, dizendo que ele “se destacou em todos os empreendimentos”.
“John será uma força extraordinária para nossos militares da Marinha e um líder firme no avanço da minha visão America First”, disse Trump na época. “Ele colocará os interesses da Marinha dos EUA acima de tudo.”
Os nomes de vários outros atuais e ex-integrantes do governo Trump aparecem no mais recente lote de arquivos de Epstein — incluindo o próprio presidente; o secretário de Comércio, Howard Lutnick; o ex-secretário do Trabalho, Alexander Acosta; o ex-estrategista-chefe da Casa Branca, Steve Bannon; e Elon Musk, que comandou o Departamento de Eficiência Governamental de Trump por vários meses. As autoridades não acusaram nenhum deles de irregularidades.
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