Exigências do Irã ‘não parecem de um país que estaria sendo derrotado’, diz professor
Vitelio Brustolin destaca opressão do regime dos aiatolás e avalia que objetivos de EUA e Israel não foram cumpridos
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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O que o Irã demanda para encerrar o conflito com Estados Unidos e Israel “não parecem exigências de um país que estaria sendo derrotado”, diz o professor de relações internacionais Vitelio Brustolin em entrevista ao Conexão Record News. Entre as condições iranianas estão a reparação pelos danos causados, o reconhecimento do regime dos aiatolás e a garantia de prevenção de novos ataques.
“Quando começaram esses ataques, o Netanyahu e o Trump foram à televisão dizer que essa era a oportunidade da população derrubar o regime. Mas é sabido que a população não tem isso”, pontua o especialista, que destaca a opressão vivida pelos iranianos na mão da Guarda Revolucionária.

Ele ainda destaca que ataques aéreos isolados, sem tropas na terra, não são capazes de derrubar regimes. “A operação [de EUA e Israel] a princípio seria para limitar o poder do Irã. Se houvesse uma queda do regime, seria um bônus. Agora nenhuma das duas coisas está acontecendo. O Irã continua com o poder e o regime continua de pé.”
Nesta terça-feira (24), um ataque do Irã deixou quatro pessoas levemente feridas em Israel, segundo os serviços de emergência do país. Moradores de Tel Aviv relataram explosões, inclusive de mísseis interceptados no céu. Autoridades informaram que um deles tinha cerca de 100 quilos de explosivos. No norte do país, casas também foram atingidas por destroços após interceptações.
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