‘Existe sim uma possibilidade muito grande de cooptação’, diz especialista sobre funcionários da ONU
Presidente Trump assinou um decreto que retira os Estados Unidos de 66 organizações internacionais, 31 delas ligadas às Nações Unidas; pesquisadora analisa riscos
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Donald Trump assinou um decreto que retira os Estados Unidos de 66 organizações internacionais, onde 31 são ligadas às Nações Unidas. Em comunicado, a Casa Branca informou que a saída desses organismos internacionais ocorre porque, segundo o governo americano, as entidades operam de maneira contrária aos interesses dos EUA.
Clarita Maia, doutora em Direito e membro da Academia Suíça de Direito Internacional, explicou em entrevista ao Conexão Record News desta quinta-feira (8) que a medida pode ter consequências negativas para os Estados Unidos, que sempre foram o maior pagador do sistema onusiano.
À medida em que os EUA deixam de contribuir com as Nações Unidas, esse espaço passa a ser preenchido por outras potências, como a China.
“Os Estados Unidos sempre foram o maior pagador do sistema onusiano. Estão chegando junto, claro, China e outros países que querem ter influência nesses espaços. Qual é o risco dessa decisão norte-americana? É que haja complementação de orçamento exatamente pelos seus ex adversus nesse jogo de geopolítica internacional e que haja aquilo que a Teoria da Escolha Pública sempre alerta, a cooptação de funcionários públicos. Lembrem, os funcionários da ONU são funcionários públicos internacionais, sujeitos a todos os tipos de aspectos de coisas positivas, influências positivas e negativas que qualquer funcionário. Portanto, se eles têm a noção de que um determinado país é responsável pelo pagamento do seu bom salário em dólar, provavelmente esse funcionário não vai querer contrariar as vontades desse país. Portanto, existe sim uma possibilidade muito grande de cooptação de agendas e cooptação ideológica”, argumenta.
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