Logo R7.com
RecordPlus

Extrema-direita dos EUA marca protesto na frente da Casa Branca

Evento está marcado para 12 de agosto, quando o protesto de supremacistas brancos em Charlottesville em 2017 completará um ano

Internacional|Fábio Fleury, do R7

  • Google News
Manifestantes de extrema-direita em protesto de agosto de 2017, em Charlottesville
Manifestantes de extrema-direita em protesto de agosto de 2017, em Charlottesville

As tensões raciais e políticas nos Estados Unidos serão atiçadas novamente no dia 12 de agosto. Nesse dia, o conflito entre supremacistas brancos e grupos antifascistas na cidade de Charlottesville, na Virgínia, vai completar um ano. E os organizadores do protesto de 2017 marcaram um novo evento em um parque na frente da Casa Branca, em Washington, em prol dos 'direitos brancos'.

O Serviço Nacional de Parques dos EUA anunciou na última semana que concedeu autorização para um evento previsto para 400 pessoas no Lafayette Park, que fica exatamente em frente da residência oficial do presidente dos EUA. O pedido foi feito por Jason Kessler, o responsável pelo evento em Charlottesville.


Protesto e mortes

A marcha de supremacistas brancos em Charlottesville foi marcado por Kessler em agosto do ano passado para protestar contra a retirada de uma estátua do general Robert F. Lee, principal comandante confederado, as forças dos estados do Sul que defenderam a escravidão na Guerra de Secessão do século 19 e foram derrotados.


Leia também

Diversos grupos da extrema-direita, incluindo a Ku Kux Klan, se uniram ao protesto, com milhares de representantes fortemente armados, e tomaram conta da cidade. Na noite do dia 11 de agosto, eles marcharam no campus da Universidade da Virgínia usando tochas e cantando músicas antissemitas.

Em reação, grupos antifascistas se organizaram e fizeram um contraprotesto no dia 12. Houve muitos conflitos por toda a cidade e, em um deles, um ativista de extrema-direita jogou seu carro contra um grupo adversário e atingiu 19 pessoas, matando uma manifestante, Heather Deyer. Dois policiais também morreram na queda de um helicóptero que monitorava a situação.

Após o evento, o presidente Donald Trump se manifestou, dizendou que houve "violência de ambos os lados" e foi criticado por diversos setores dos EUA.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.