Filha de Kim Jong-un se tornou ‘diretora de mísseis’ da Coreia do Norte, diz inteligência de Seul
Adolescente já estaria sendo instruída por generais e, em alguns casos, até mesmo dando ordens e opiniões sobre algumas políticas
Internacional|Do R7
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A filha do ditador Kim Jong-un, Kim Ju-ae, já estaria atuando no alto comando da Coreia do Norte como “diretora de mísseis”. A adolescente foi promovida ao cargo na Administração de Mísseis do país, segundo um alto funcionário do governo sul-coreano, citando fontes da inteligência, ao jornal Chosun Daily.
A medida seria mais um sinal de que a jovem estaria sendo preparada para, no futuro, assumir o comando do país. Mas antes, o cargo significa que Ju-ae deve ter o comando do Exército Popular da Coreia. Segundo relatos, ela já estaria sendo instruída por generais e, em alguns casos, até mesmo dando ordens. Oficialmente, o diretor da Administração de Mísseis é Jang Chang-ha, na função desde final de 2023.
Segundo o Serviço Nacional de Inteligência da Coreia do Sul, “esta é a fase de designação como sucessora”. “Foram detectadas circunstâncias em que (Ju-ae) emite opiniões sobre algumas políticas”, acrescentou.
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Quem é Ju-ae
A existência de Ju-ae veio a público em 2013, mas por anos quase nada se soube sobre ela. Acredita-se que seja a segunda dos três filhos de Kim Jong-un com a primeira-dama, Ri Sol-ju, embora o número exato e a ordem dos herdeiros nunca tenham sido oficialmente detalhados. Ela é a única criança cuja existência foi confirmada pela liderança norte-coreana, já que nenhum outro filho do casal apareceu em público.
O líder norte-coreano sempre manteve a família sob extremo sigilo, apresentando a própria esposa à população apenas algum tempo depois do casamento. Ju-ae só voltou aos holofotes em novembro de 2022, quando surgiu ao lado do pai no lançamento de um míssil balístico intercontinental (ICBM), em uma imagem que chamou atenção da comunidade internacional.
Ascensão da jovem
Nos meses seguintes, sua presença se tornou cada vez mais frequente. Na época, ela passou a aparecer em selos postais e em banquetes com altos oficiais do regime, sendo descrita pela imprensa estatal como a “respeitada filha” de Kim Jong-un, um adjetivo reservado às figuras mais reverenciadas do país. No caso do próprio líder, o termo “respeitado camarada” só passou a ser usado depois que sua posição como sucessor foi consolidada.
Informações repassadas pelo serviço de inteligência sul-coreano indicavam que Ju-ae estudava em casa, em Pyongyang, e que gostava de esqui, natação e andar a cavalo. À época, estimava-se que ela tinha 10 anos.
Desde então, ela passou a ocupar o centro das cerimônias militares, posicionando-se ao lado do pai em lançamentos de mísseis e desfiles, onde chegou a receber continências de altos comandantes das Forças Armadas, gesto simbólico em um país que se define pela linhagem “sagrada” da família Kim, no poder desde 1948.
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