Filho de Benazir Bhutto inicia carreira política 5 anos após morte da mãe
Internacional|Do R7
Uma multidão se reuniu nesta quinta-feira no sul do Paquistão para o quinto aniversário do assassinato da ex-primeira-ministra Benazir Bhutto e pelo lançamento da carreira política de seu filho Bilawal.
Mais de 200.000 pessoas se reuniram no povoado de Garhi Khuda Bakhsh, onde se encontra o mausoléu da família Bhutto, para lembrar o falecimento de Benazir e ouvir o filho desta última e do atual presidente paquistanês, Asif Ali Zardari, pronunciar seu primeiro discurso importante.
Várias mulheres batiam no peito diante do mausoléu, outras tocavam e beijavam o túmulo de Benazir Bhutto, afirmando, entre outras coisas, que "é preciso castigar os assassinos de Bhutto", constatou a AFP.
Até hoje, não se sabe quem matou a ex-primeira-ministra paquistanesa.
Bilawal acusou o ex-presidente Pervez Musharraf de ser responsável pelo assassinato de sua mãe. Musharraf acusou então os talibãs, que negaram ter matado Benazir Bhutto.
Saad Khan, um ex-oficial dos poderosos serviços secretos paquistaneses, afirmou que os talibãs podem realizar um atentado nesta quinta-feira para ofuscar a cerimônia em memória da morte de Benazir Bhutto.
"Foram mobilizadas forças especiais ao redor do mausoléu", disse à AFP o chefe da polícia local, Hashim Leghari.
Bilawal, que já lidera o Partido do Povo do Paquistão (PPP), fundado por seu avô, é herdeiro de uma trágica dinastia acostumada a governar o Paquistão.
No dia 27 de dezembro de 2007, Benazir Bhutto, ex-primeira-ministra e líder da oposição paquistanesa, foi assassinada em um atentado suicida durante a realização de um comício eleitoral perto de Islamabad. Primeira mulher a dirigir um país muçulmano, Benazir ocupou duas vezes o posto de primeira-ministra: em 1988-1990 e em 1993-1996.
O assassinato de Benazir Bhutto deu uma guinada na vida de seu filho, um universitário que, seguindo os passos da mãe, estudava em Oxford (Grã-Bretanha), longe dos meandros da confusa política paquistanesa.
Embora os últimos desejos de Bhutto contidos em seu testamento político designassem como sucessor seu marido, a estratégia eleitoral do partido quis que os olhares se voltassem para o filho, livre de suspeitas de corrupção.
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