Fortes declarações do presidente da Alemanha não foram só direcionadas a Trump, explica especialista; entenda
Frank-Walter Steinmeier disse que a democracia global está sendo atacada como nunca antes
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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O presidente alemão, Frank-Walter Steinmeier, criticou a política externa dos Estados Unidos e solicitou que o mundo não deixe a ordem mundial se desintegrar em um “antro de ladrões, onde pessoas sem escrúpulos levam tudo o que querem, e regiões ou países são tratados como propriedades de algumas grandes potências”.
Steinmeier afirmou que o comportamento dos Estados Unidos representou uma ruptura histórica e uma quebra de valor por parte do país. Foi destacado pelo governante que é necessário haver uma intervenção ativa, mencionando que nações como o Brasil e a Índia precisam ser convencidos a proteger a ordem mundial.
Segundo Clarita Maia, está sendo feita uma interpretação equivocada da fala do presidente alemão, considerando que ela foi direcionada apenas ao presidente norte-americano, Donald Trump, em referência à invasão da Venezuela e a captura de Maduro.
“A Alemanha tem sim uma crítica muito grande ao eixo da resistência, a países como China, Irã, Turquia e outros que não são, em essência, democráticos e que tentam forjar a ordem internacional a partir dos seus valores [...]. O que Steinmeier destaca é que o garante da ordem internacional, os Estados Unidos, com todo o seu valor liberal, ele mesmo está abrindo mão desses valores liberais e abrindo mão da condição de garante internacional dessa ordem. E isso realmente gera uma ruptura muito grande”, analisa a doutora em Direito.
Clarita também aponta que há um apelo a Brasil e Índia para que o Brics assuma um papel de mediador na ordem global, o que, segundo ela, não tem acontecido.
“Quando o Steinmeier faz o seu endereçamento, o seu apelo a Brasil e Índia, é óbvio, no meu ponto de vista, que ele na verdade está fazendo um endereçamento aos Brics, está fazendo um apelo àqueles países que têm credenciais democráticas ou que têm credenciais democráticas melhorando em curso, que podem exercer papel de mediador internacional”, explica em entrevista ao Conexão Record News.
A especialista ainda enfatiza que apesar do movimento de Trump na Venezuela ter sido algo “contra o direito internacional e temerário”, a medida trouxe outros fatores à tona: “A pergunta que fica é, foi um movimento que ruiu a ordem internacional ou antecipou alguns movimentos no tabuleiro de xadrez da geopolítica internacional?”, diz.
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