França diz que seu objetivo no Mali é ajudar país a se libertar de radicais
Internacional|Do R7
Paris, 20 jan (EFE).- O ministro de Defesa da França, Jean-Yves Le Drian, negou neste domingo que as tropas do Mali tivessem tomado à tarde a cidade de Diabali, e explicou que o objetivo da intervenção francesa é ajudar o governo do país africano a reconquistar totalmente todas as suas cidades em poder de radicais idlâmicos. Em entrevista concedida à rede de televisão "France 5", Le Drian explicou que no momento em que falava, "a cidade de Diabali não (havia) sido tomada pelas forças do Mali", o que espera que aconteça "em breve". Ele afirmou que as caminhonetes com metralhadoras dos salafistas fundamentalistas já não são visíveis nessa cidade. Além dessa operação, Le Drian detalhou as missões da operação francesa iniciada na semana passada, e disse que seu país não vai permitir células de resistência. O ministro reiterou a ideia de que a "França tem intenção de passar o comando às forças africanas (...) o mais rápido melhor", mas especificou que se as tropas vindas de outros países da região solicitarem, poderá lhes prestar ajuda, por exemplo, para avançar em direção a cidades do norte como Tombuctu. Quanto à polêmica sobre a ausência de outros países europeus na operação militar, Le Drian explicou que há um programa da UE para formar o exército do Mali e que, além disso conta com "imprensa de vários países europeus, os belgas, os britânicos, os alemães, os espanhóis". E ao ser perguntado por que não há outros Estados que vão enviar tropas de combate, o ministro francês respondeu que "se outros países quiserem a acompanhar as forças africanas na reconquista, será sua responsabilidade". "Se há países europeus que querem fazer mais, não fechamos as portas", acrescentou. EFE ac/id











