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Franceses iniciam desarmamento de milícias na R.Centro-Africana na 2ª feira

Internacional|Do R7

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Paris, 8 dez (EFE).- As tropas francesas desdobradas na República Centro-Africana iniciarão na segunda-feira o desarmamento das milícias que semearam o caos no país e recorrerão à força se houver resistência, anunciou neste domingo o ministro francês de Defesa, Jean-Yves Le Drian. Em entrevista à "RTL" e "LCI", Le Drian disse que uma vez completado o desdobramento dos militares e uma vez realizadas as primeiras patrulhas, o desarmamento das milícias "começa amanhã de manhã". "O período de impunidade terminou", ressaltou o ministro, que advertiu que "se não largarem as armas", o contigente desdobrado utilizará a "força", como está contemplado na resolução do Conselho de Segurança da ONU de quinta-feira, que marcou a ativação da intervenção francesa. Le Drian reconheceu que esta fase de desarmamento "vai durar" bastante porque alguns desses "grupos completamente anárquicos que enfrentam" vão tirar os uniformes militares e tentar passar despercebidos entre a população, mas conservando suas armas. O ministro insistiu que como "há uma confusão de grupos, a única solução é o desarmamento". O ministro francês confirmou que são 1.600 os militares de seu país desdobrados na República Centro-Africana, um número superior aos 1.200 que foi ventilado no início para fazer frente à situação de caos e de violência. Em sua opinião, esses 1.600 serão suficientes porque em paralelo as forças dos países africanos que participam da missão internacional, e com os quais França está coordenada, vão passar de 3 mil atualmente para 6 mil. Questionado sobre os interesses que a França tem para ter lançado esta operação, Le Drian respondeu que é por "segurança", porque além da urgência humanitária, segundo o ministro, a República Centro-Africana corria o risco de se transformar "no maior pasto para o terrorismo". Quanto à ausência de outros países europeus, Le Drian fez notar que a resolução da ONU dá mandato à missão dos africanos, a MISCA, e à França para que a respalde. O ministro acrescentou que outros colegas europeus o chamaram para prestar socorro à França, que um avião britânico de transporte participa da atividade logística, e que outros países podem se somar à operação Além disso, Le Drian considerou "lógico" que a França seja o primeiro país a intervir por se tratar de uma ex-colônia e acrescentou que "na Europa, quem é capaz de realizar este tipo de operação? Os britânicos e os alemães talvez". Sobre o custo financeiro da operação, Le Drian avançou que será "muito mais ligeira" do que a desenvolvida no Mali porque o desdobramento é mais reduzido e porque o prazo de permanência será "mais curto". No entanto, não quis dar uma data de saída. O presidente francês, François Hollande, declarou ontem, ao término da cúpula franco-africana realizada em Paris, que o desdobramento das tropas será mantido "o tempo que for necessário". Esta é a segunda operação da França na África em um ano, após a iniciada em janeiro no Mali para frear o avanço rumo a Bamaco dos grupos salafistas e jihadistas que controlavam o norte do país. EFE ac/ff

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