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Furacão Melissa: veja imagens e tudo o que se sabe sobre a tempestade na Jamaica

Fenômeno de categoria 5 é o mais forte a atingir o país em 174 anos; governo ordena evacuações e alerta para danos catastróficos

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O furacão Melissa, de categoria 5, atinge a Jamaica, sendo o mais forte em 174 anos.
  • Mais de 1,5 milhão de pessoas podem ser afetadas, com risco de inundações e deslizamentos de terra.
  • O governo declarou estado de emergência e ordenou evacuações em áreas vulneráveis.
  • Especialistas alertam que mudanças climáticas podem intensificar fenômenos como o furacão Melissa.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Furacão Melissa deve chegar à Jamaica nesta terça-feira (28) como uma tempestade de categoria 5 Divulgação/NOAA

O furacão Melissa deve chegar à Jamaica nesta terça-feira (28) como uma tempestade de categoria 5, a mais forte a atingir a ilha desde o início dos registros meteorológicos, há 174 anos.

De acordo com o Centro Nacional de Furacões (NHC) dos Estados Unidos, Melissa atingiu ventos de 280 km/h e é considerado “extremamente perigoso”, com risco de inundações, deslizamentos de terra e elevação do nível do mar em até 4 metros em partes do litoral.


O furacão deve entrar pela região de Santa Isabel, no sudeste da Jamaica, e sair por Santa Ana, no norte, ainda nesta terça. A Cruz Vermelha diz que ao menos 1,5 milhão de pessoas – metade da população do país – devem ser afetadas. Depois, o fenômeno deve alcançar Cuba.

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Na manhã desta terça, o olho do furacão estava a cerca de 185 km a oeste-sudoeste de Kingston, movendo-se lentamente em direção norte-nordeste. A chegada dele à Jamaica é esperada entre o fim da manhã e o início da tarde.


Melissa passou por uma intensificação extremamente rápida e já se tornou a tempestade mais forte do planeta neste ano. Acumulados de chuva que podem chegar a 1 metro e ventos constantes devem causar “extensos danos à infraestrutura”, segundo o NHC.

Imagem capturada por satélite mostra a tempestade Melissa sobre o Mar do Caribe Divlgação/CSU/CIRA/NOAA

Evacuações e mortes

Antes mesmo da chegada do furacão, três pessoas morreram na Jamaica em decorrência das tempestades associadas ao Melissa. No total, sete mortes já foram registradas no Caribe – três na Jamaica, três no Haiti e uma na República Dominicana, de acordo com o NHC.


Quedas de árvores, deslizamentos de terra e apagões também já haviam sido registrados em várias partes do país antes do furacão.

O governo jamaicano declarou estado de emergência e emitiu ordens obrigatórias de evacuação para diversas comunidades vulneráveis, como Porto Real, Portland Cottage, Rocky Point, Baía do Porto Velho, Taylor Land, New Haven e Riverton City.


“Não existe infraestrutura na região capaz de suportar um furacão de categoria 5. O desafio agora será a recuperação”, afirmou o primeiro-ministro Andrew Holness. A medida deve permanecer em vigor enquanto a ilha estiver sob ameaça, segundo o governo.

O ministro da Saúde, Christopher Tufton, informou que pacientes foram transferidos para andares superiores em alguns hospitais costeiros para evitar riscos com o aumento do nível do mar.

A OMM (Organização Meteorológica Mundial) disse que o furacão Melissa deve provocar uma “situação catastrófica”. “Será, com certeza, a tempestade do século”, afirmou Anne-Claire Fontan, especialista em ciclones tropicais da OMM, à agência Reuters.

O furacão Melissa avançando sobre o Mar do Caribe na segunda-feira (27) Divulgação/NOAA

Mudanças climáticas

Segundo especialistas, as mudanças climáticas não aumentam o número de furacões, mas tornam os existentes mais intensos. Temperaturas mais altas do ar e do mar elevam a força dos ventos, o volume de chuvas e o risco de inundações costeiras.

De acordo com o IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), a proporção de ciclones de categoria 4 e 5 tende a crescer à medida que o planeta aquece. Um estudo da World Weather Attribution apontou que o furacão Milton, em 2024, teve ventos 10% mais fortes e chuvas até 30% mais intensas por causa do aquecimento global.

Embora o impacto direto do aquecimento global no furacão Melissa ainda precise ser avaliado, cientistas afirmam que é provável que o fenômeno tenha se tornado mais úmido e ventoso devido às mudanças climáticas.

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