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Fuzileiro naval é acusado de furtar mísseis e vender arsenal militar nos EUA

Investigação aponta esquema com intermediários e grande volume ainda não localizado

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Um fuzileiro naval de 23 anos foi preso por desviar armamentos de uma base na Califórnia.
  • O cabo Andrew Paul Amarillas vendia sistemas de mísseis e munições no Arizona, utilizando sua posição de acesso às armas.
  • Dentre os itens desviados, estão cerca de 2 milhões de cartuchos de munição M855 ainda não localizados.
  • Amarillas se declarou inocente e permanece preso enquanto as investigações sobre o esquema continuam.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Fuzileiro naval dos EUA desviou sistema de mísseis da Marinha Divulgação/Departamento de Justiça

Um fuzileiro naval dos Estados Unidos, de 23 anos, foi preso sob acusação de desviar armamentos de alto poder de uma base militar na Califórnia e revendê-los no estado do Arizona. O caso envolve equipamentos considerados de uso restrito e levanta preocupações sobre a segurança de materiais bélicos sob controle das Forças Armadas.

Segundo documentos judiciais federais, o cabo Andrew Paul Amarillas atuava como técnico de munições na base de Camp Pendleton, na Califórnia, o que lhe garantia acesso direto a explosivos e armamentos militares. Investigadores afirmam que ele utilizou essa posição para retirar ilegalmente equipamentos e munições ao longo de vários anos.


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Entre os itens desviados estão sistemas de mísseis Javelin, armas antitanque portáteis capazes de destruir blindados a longa distância, além de grandes quantidades de munição de uso militar. Parte do material foi recuperada por agentes federais, mas autoridades indicam que uma quantidade significativa ainda pode estar desaparecida.

Há estimativas de que cerca de 2 milhões de cartuchos de munição do tipo M855 não tenham sido localizados. Em apenas um episódio, Amarillas teria oferecido cerca de 30 caixas de munição, o que equivale a aproximadamente 25 mil projéteis, a um cúmplice. Em um período de duas semanas, ele teria furtado e vendido 66 caixas desse tipo de munição, sendo apenas parte recuperada.


As investigações apontam que o militar transportava os materiais da Califórnia para o Arizona, onde os repassava a intermediários. Esses, por sua vez, revendiam os itens a terceiros, incluindo empresas. Trocas de mensagens obtidas pelas autoridades indicam a negociação direta de armamentos, com menções a lançadores e outros equipamentos.

Agentes infiltrados chegaram a comprar munição militar de empresas no Arizona, o que ajudou a rastrear a origem dos produtos desviados. Os números de lote identificados levaram os investigadores a depósitos do Exército em Utah e a pontos de distribuição em Camp Pendleton e na Escola de Infantaria do Oeste.


De acordo com a acusação, os equipamentos desviados eram estritamente controlados e não poderiam ser vendidos ou possuídos por civis. No caso do sistema de míssil recuperado, promotores afirmam que ele ainda estava plenamente operacional.

O Ministério Público sustenta que o objetivo do esquema era obter lucro com a venda de propriedade militar furtada. Amarillas é acusado de conspiração para roubo e desvio de bens do governo, além de posse e comercialização ilegal de munição.


O militar foi indiciado no Arizona e, após audiência em um tribunal federal em Phoenix, declarou-se inocente das acusações. Apesar disso, a Justiça determinou que ele permaneça preso até o julgamento.

Promotores argumentaram que há risco de o acusado fugir e que ele pode interferir em provas e testemunhas ligadas à base militar. Amarillas foi detido antes de concluir um treinamento que antecederia um possível envio para atuar na proteção da embaixada dos Estados Unidos em Mianmar.

As autoridades seguem investigando a extensão do esquema e a possível recuperação do restante do material desaparecido, considerado de alto risco para a segurança pública.

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