Gêmeos com o mesmo DNA complicam julgamento por assassinato na França
Dupla trocava de roupas, celulares e documentos de identificação com frequência para encobrir seus crimes, segundo a polícia
Internacional|Do R7
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Dois irmãos gêmeos idênticos estão sendo julgados por assassinato, na França, mas a Justiça não consegue provas para determinar qual deles foi responsável por apertar o gatilho da arma que matou as vítimas. O motivo é que eles possuem o mesmo DNA.
Os irmãos Samuel e Jéremy Y., de 33 anos, compartilham a mesma herança genética e estão entre os cinco acusados de cometerem um duplo homicídio e diversas tentativas de assassinato entre setembro e outubro de 2020. Ambos são suspeitos de planejar e executar o crime, mas, segundo o relatório da investigação, apenas um deles poderia ter atirado com a arma, um fuzil de assalto.
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No dia 14 de setembro de 2020, Samuel e Jérémy teriam participado da morte de Tidiane B., de 17 anos, e Sofiane M., de 25, em Saint-Ouen, perto de Paris. Nos dias seguintes, foram feitas várias outras tentativas de assassinato, sempre com os dois acusados como principais suspeitos.
A polícia acredita que a dupla se aproveitava da semelhança física para encobrir seus rastros. Segundo um policial ouvido pelo jornal francês Le Parisien, a dupla trocava de roupas, celulares e documentos de identificação com frequência.
Sem os dados genéticos para distinguir os irmãos, os investigadores tentaram encontrar pistas através de registros de ligações telefônicas, imagens de câmeras de segurança e escutas.
Samuel e Jérémy são gêmeos idênticos ou monozigóticos, ou seja, foram formados a partir da interação de um único espermatozóide e óvulo. Quando ocorre a fertilização, o zigoto, antes de chegar ao útero, se divide em duas ou mais partes independentes, cada uma capaz de formar um indivíduo completo. É por isso que os irmãos compartilham a mesma composição genética.
Durante o julgamento, um agente da polícia disse que os peritos forenses não conseguiram determinar qual dos irmãos estava envolvido nos assassinatos. “Só a mãe consegue distinguí-los”, disse.
Técnicas modernas e mais avançadas de sequenciamento de DNA são capazes de encontrar pequenas mutações formadas após a separação do embrião, que não aparecem nos exames mais tradicionais. Mas essas mutações somáticas precisam estar presentes e serem detectáveis, o que nem sempre acontece.
Não há informações sobre quais técnicas foram usadas pelos peritos forenses para este caso. O julgamento está em curso em Bobigny, ao norte de Paris. Um veredito deve ser dado até o final de fevereiro.
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