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Gravações feitas por distribuidor podem complicar situação de Chapo

Telefonemas em que Chapo discute o pagamento por 20 quilos de heroína com Pedro Flores, seu distribuidor em Chicago, são provas no julgamento

Internacional|Fábio Fleury, do R7

Desenho mostra El Chapo e seu advogado durante julgamento nos EUA
Desenho mostra El Chapo e seu advogado durante julgamento nos EUA Desenho mostra El Chapo e seu advogado durante julgamento nos EUA

Responsável pela distribuição das drogas do cartel de Sinaloa nos Estados Unidos, Pedro Flores foi a principal testemunha a depôr esta semana, durante o julgamento do traficante mexicano Joaquín "El Chapo" Guzmán.

Na terça-feira (18), ele contou sobre seu início no tráfico de drogas e sobre como o nascimento da filha o fez mudar de vida e se entregar às autoridades. Na quarta, deu provas que podem ser definitivas para o veredito contra Chapo.

Durante audiência na Justiça Federal dos EUA no Brooklyn, em Nova York, ele mostrou gravações de dois telefonemas que fez após fazer um acordo com a DEA, a agência antidrogas dos EUA. As conversas aconteceram no mesmo dia, em 15 de novembro de 2008.

Em ambos, ele negocia com Guzmán o transporte, entrega e venda de um carregamento de 20 quilos de heroína para Chicago, onde Flores e seu irmão, Margarito, trabalhavam para o cartel.

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"Amigo!"

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No primeiro telefonema, Chapo cumprimenta Flores chamando-o efusivamente de "amigo". O distribuidor pede ao chefão que lhe dê um desconto para que ele compre 20 quilos de heroína.

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O preço inicial era de US$ 5,5 mil (cerca de R$ 21,3 mil), mas Flores diz ao chefão que se ele cobrasse US$ 5 mil (cerca de R$ 19,2 mil), teria dinheiro para fazer o pagamento imediatamente.

Guzmán responde que "esse preço está bom" e fecha a venda em US$ 1 milhão (cerca de R$ 3,8 milhões). No momento de combinar como seria feito o pagamento, ele diz que precisa conversar com outra pessoa e desliga.

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Acertando por telefone

Exatamente uma hora depois, Chapo e Flores voltam a conversar por telefone, para acertar os últimos detalhes. O chefão diz a seu distribuidor que um de seus homens, que já estava em Chicago, seria responsável por buscar o dinheiro.

Em seguida, Chapo passa o aparelho para um homem que estava ao seu lado. Esse homem, que dá a Pedro Flores o contato de Lázaro, o homem que iria buscar o dinheiro, é Alex Cifuentes.

Alex é irmão de Jorge Cifuentes, ex-membro do cartel do Vale do Norte, da Colômbia, que foi uma das primeiras testemunhas a depôr no julgamento e detalhou como era feito o transporte de drogas para o México e, depois, para os EUA.

O julgamento entrou em recesso de fim de ano e será retomado no próximo dia 3 de janeiro.

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