Groenlândia mostrou que a Europa não está morta no cenário internacional, diz especialista
Ainda segundo Igor Lucena, Trump conseguiu abrir uma brecha de negociação comercial em torno da ilha
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca disse que está mais otimista após conversas com os Estados Unidos. Ele afirmou que teve a primeira reunião de alto nível em Washington sobre a situação da Groenlândia, ressaltando que a questão ainda não foi resolvida, mas está avançando. Novas reuniões serão planejadas.
Em entrevista ao Conexão Record News desta quinta-feira (29), Igor Lucena, economista e doutor em relações internacionais, afirma que os europeus se uniram comercialmente e ameaçaram Donald Trump com a chamada ‘bazuca comercial’. Segundo ele, o empresariado americano reprovou radicalmente o presidente.
“Tudo o que os republicanos não querem é ir para as eleições tendo que defender um ataque ou uma invasão a um aliado estratégico da Otan [Organização do Tratado do Atlântico Norte], um aliado estratégico histórico dos Estados Unidos, que é a Dinamarca. Então o presidente Trump não conseguiu o que queria, mas talvez tenha alcançado seu objetivo, que é abrir uma brecha de negociação forte para a maior presença americana na Groenlândia”, analisa Lucena.
O especialista explica que o mais importante dessa movimentação foi a capacidade de união dos europeus, mesmo quando o desafiante do outro lado são os EUA: “A Europa não está morta no cenário internacional e pode, sim, quando quer e quando se vê de fato ameaçada, ter mecanismos para a sua própria proteção e a proteção dos seus interesses em conjunto”, finaliza.
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