Groenlândia: por que Trump desistiu de bater de frente com a Europa?
Especialista analisa recuo do presidente americano após ameaças de invadir a ilha dinamarquesa
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
Lideranças europeias estão reunidas, em caráter de emergência, na Bélgica, para discutir a crise aberta pelas ameaças dos Estados Unidos de anexar a Groenlândia. O encontro foi mantido mesmo após Trump ter descartado, em discurso no Fórum Econômico Mundial na Suíça, o uso da força militar para tomar a ilha. O presidente norte-americano também recuou na aplicação de tarifas a países europeus, previstas para começar em 1º de fevereiro.
O ministro das relações exteriores da Dinamarca disse que, após o discurso de Trump, as coisas estão melhores do que já estiveram. Mas Copenhague ainda não se posicionou oficialmente sobre nenhum acordo com os americanos.
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Em entrevista ao Conexão Record News desta quinta-feira (22), Uriã Fancelli, analista de relações internacionais, destaca que houve uma mudança de postura recentemente e pode ser que a partir de agora a Europa tenha de fato acertado o tom com Trump. Algo que, segundo o analista, antes era comedido por que os países europeus dependem muito dos EUA para segurança.
“Existem algumas explicações possíveis de por que o Trump pode ter, pelo menos temporariamente, desistido dessa ideia de bater de frente com a Europa. Uma delas seria por conta das retaliações que estavam sendo prometidas pelos europeus”, diz.
Para Fancelli, a segunda explicação possível é que a Europa tinha também ameaçado ativar um dispositivo que ela tem, chamado Instrumento Anticoerção, também chamada de ‘bazuca comercial’ que limitaria a atuação de empresas norte-americanas na Europa, como big-techs.
O especialista ainda traz outra teoria, segundo a qual Trump subiu o tom das ameaças já pensando quando teria que recuar. Uma estratégia que faria parte do modus operandi do empresário em seu segundo mandato na Casa Branca.
“Há quem diga que o Trump, também essa é uma análise que eu até gosto bastante, que o Trump criou todo esse barulho, assim como ele já fez em outros contextos, no qual ele cria um caos, cria uma situação caótica, mobiliza o mundo inteiro, para aí ele, de repente, apresentar uma solução que pode nem ser a melhor das soluções, mas que pode exibir para o resto do mundo que ele conseguiu algum tipo de acordo. Ele fez isso, por exemplo, na questão do acordo dos minerais com a Ucrânia no ano passado”, argumenta.
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