Grupo jihadista reivindica atentado contra a ONU no Mali
Internacional|Do R7
Nouakchott, 17 abr (EFE).- O grupo jihadista Al Murabitun, liderado por Mokhtar Belmokhtar, reivindicou nesta sexta-feira o atentado suicida realizado na quarta-feira contra uma base da Missão da ONU no Mali (Minusma) em Ansongo, na região de Gao, no qual morreram três pessoas e 16 ficaram feridas. Em uma gravação sonora enviada à agência de informação privada mauritana "Al Akhbar", o grupo identifica o suicida com o nome de Ibrahim Al Ansari, e assegura que o número de mortos no atentado foi maior que o divulgado pela Minusma. Segundo um comunicado emitido na quarta-feira pela missão da ONU, o suicida tentou invadir a base da Minusma, enquanto outras fontes policiais asseguraram que o veículo conseguiu entrar após derrubar uma barreira, e mais tarde se chocou contra uma bomba de gasolina dentro do recinto. Na gravação de hoje, o grupo jihadista explica que o alvo foram os capacetes azuis nigerinos pela "participação de seu presidente, Mohammed Issoufou, na passeata de solidariedade que aconteceu na França em homenagem à revista 'Charlie Hebdo'" após o atentado de janeiro. Além disso, denuncia "os ataques e as penas de prisão" ditadas pelo regime de Issoufou contra "os mujahedins" (combatentes), e "a autorização estipulada aos americanos e franceses para instalar suas bases em seu território". Na gravação, Al Murabitun afirma ainda que realizou outras operações no Mali, como lançamentos de explosivos contra as forças internacionais. Este grupo também reivindicou o atentado que aconteceu no mês passado contra um restaurante na capital malinesa, Bamaco, que deixou cinco mortos. Al Murabitun foi criado em agosto de 2013 como fusão do grupo terrorista Brigada dos Mascarados, dirigido pelo argelino Mojtar Belmojtar, e o Movimento para a Unidade e a Jihad na África Ocidental (MYAO). EFE mo-mmp/rsd









