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Guerra avança e inclui grupos apoiados pelo Irã, que descarta diálogo com os EUA

Ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, sugeriu que as unidades militares do país estão agindo de forma independente

Internacional|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Irã e milícias apoiadas dispararam mísseis contra Israel e aliados dos EUA.
  • O ministro das Relações Exteriores do Irã afirmou que unidades militares agem de forma independente.
  • O Hezbollah reivindicou ataques com mísseis contra Israel, enquanto Israel retaliou com bombardeios no Líbano.
  • O governo libanês convocou uma reunião de emergência para discutir a ofensiva israelense.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Uma pessoa caminha em meio aos escombros após um ataque israelense e americano ao Hospital Hotel Gandhi Majid Asgaripour/WANA/Reuters - 02.03.2026

O Irã e milícias apoiadas pelo regime dispararam mísseis contra Israel e países árabes aliados dos Estados Unidos nesta segunda-feira (2).

Em meio à troca de fogo, o principal oficial de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, declarou no X: “Não negociaremos com os Estados Unidos”.


O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, sugeriu que as unidades militares do país estão agindo de forma independente, ao ser questionado sobre os ataques contra nações árabes em retaliação à ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o regime iraniano.

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“Na verdade, nossas unidades militares agora são de fato independentes e isoladas e estão agindo com base em instruções gerais dadas a elas com antecedência”, disse Araghchi, à emissora Al Jazeera.


Conflito chega a outros países

No Iraque, uma milícia pró-Irã reivindicou um ataque de drone contra tropas americanas no Aeroporto de Bagdá. Já o Chipre confirmou que um drone atingiu uma base do Reino Unido.

No Líbano, o Hezbollah disse ter disparado mísseis em direção a Israel, no primeiro ataque reivindicado pelo grupo em mais de um ano.


Não houve relatos de feridos ou danos, e Israel disse ter interceptado um projétil, enquanto vários outros caíram em áreas abertas. Israel retaliou com ataques a Beirute e outras regiões do Líbano.

O presidente do Líbano, Joseph Aoun, disse nesta segunda-feira que os ataques com foguetes lançados pelo Hezbollah contra Israel minam os esforços do país para se manter “longe dos perigosos confrontos que ocorrem na região”.


Auon pediu também o fim dos ataques israelenses a posições do Hezbollah no Líbano, o que faz do país uma “plataforma para guerras por procuração”.

Mortos no Líbano

Ataques lançados por Israel contra o Líbano já mataram 31 pessoas, informou nesta segunda-feira o Ministério da Saúde do país árabe. Outras 149 pessoas ficaram feridas.

As forças israelenses e o Hezbollah voltaram a trocar fogo no fim de semana, após o ataque dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

O governo do Líbano convocou uma reunião de emergência nesta segunda-feira para discutir como lidar com a ofensiva de Israel.

Emirados Árabes suspendem negócios

A autoridade do mercado de capitais dos Emirados Árabes Unidos anunciou a suspensão dos negócios nos mercados em Abu Dabi e em Dubai nesta segunda-feira e na terça-feira (3), em decorrência do ataque dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

A Nasdaq de Dubai também permanecerá fechada no mesmo período.

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