Rússia x Ucrânia

Internacional Guerra na Ucrânia desloca 'mais de 7 milhões' de pessoas, afirma comissário europeu

Guerra na Ucrânia desloca 'mais de 7 milhões' de pessoas, afirma comissário europeu

Para oficial, mundo está testemunhando o que pode 'se tornar a maior crise humanitária no continente europeu em muitos anos'

  • Internacional | Da AFP

Soldados e civis ucranianos têm se empenhado em resistir às tropas russas

Soldados e civis ucranianos têm se empenhado em resistir às tropas russas

Divulgação/Guarda de Fronteira do Estado da Ucrânia

A ofensiva militar da Rússia contra a Ucrânia, iniciada na última quinta-feira (24), está provocando o deslocamento de "mais de 7 milhões" de pessoas, afirmou neste domingo (27) o comissário europeu para gestão de crises, o esloveno Janez Lenarcic, em coletiva de imprensa, ao fim de uma reunião de ministros europeus do Interior.

"Estamos testemunhando o que pode se tornar a maior crise humanitária no continente europeu em muitos anos", acrescentou. Lenarcic destacou que, "por causa dos combates, é muito difícil fazer um levantamento sobre as necessidades" prioritárias da população civil ucraniana neste momento.

Ele mencionou ainda que, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), "cerca de 18 milhões de ucranianos serão afetados, do ponto de vista humanitário, seja dentro do território da Ucrânia, seja em países vizinhos".

"De qualquer forma, embora sejam estimativas aproximadas, os números são altos, e teremos que nos preparar para esse tipo de emergência", disse Lenarcic.

Conflito armado

O presidente russo ordenou a invasão da Ucrânia na manhã da última quinta-feira (24). Neste domingo (27), quarto dia do conflito, o presidente ucraniano Volodmir Zelenski concordou em dialogar com Moscou, porém na fronteira da Ucrânia com Belarus.

Desde a primeira movimentação russa na Ucrânia, as tropas de Moscou entraram no país pelo norte, leste e sul, mas enfrentaram forte resistência. Autoridades ucranianas dizem que algumas tropas russas estão desmoralizadas e exaustas, e que dezenas já se renderam.

Neste domingo, o presidente russo Vladimir Putin ordenou que militares pusessem equipes nucleares em alerta máximo, o que causou reações preocupadas de lideranças mundiais.

Portal R7

Últimas