Há dez anos, tsunami no Oceano Índico fez mais de 226 mil vítimas
O tsunami também matou milhares no Sri Lanka, Índia e Tailândia
Internacional|Do R7, com Agência Brasil, Reuters e EFE

O tsunami que varreu a costa de uma dezena de países banhados pelo Oceano Índico e fez mais de 226 mil vítimas completa dez anos nesta sexta-feira (26). O maremoto foi considerado o maior desastre natural dos últimos 100 anos.
As consequências foram muitas e são sentidas até hoje pela população dessas localidades. A data, no entanto, também marca a união de vários países para oferecer ajuda aos atingidos.
Depois da passagem do tsunami, um grande programa de assistência internacional foi implementado.
Aproximadamente US$ 7 bilhões de ajuda internacional foram alocados nos anos que se seguiram.
Na província indonésia de Aceh, a mais afetada, cerca de 140 mil casas, estradas, escolas e centros de saúde foram reconstruídos. Na província, foram contabilizados mais de 127 mil mortos, 93 mil desaparecidos, 635 mil desalojados e uma área de destruição equivalente a 45 campos de futebol.
A 'Arca de Noé' que atracou em um telhado e salvou 59 pessoas do tsunami
Para a ministra do Turismo e das Indústrias Criativas da Indonésia, Mari Elka Pangestu, a destruição causada pelo tsunami na Banda Aceh, na ilha de Sumatra, foi "enorme", mas permitiu duas grandes conquistas no processo de reconstrução: a paz na região e a aposta no turismo.
Segundo ela, as autoridades indonésias procuraram não só avançar com o processo de reconstrução física, mas também identificar novas formas de desenvolvimento econômico.
Tailândia
No país do sudeste asiático, o tsunami deixou 5.400 mortos e 2.800 desaparecidos, um número relativamente pequeno se comparado ao total de 226 mil vítimas do terremoto que atingiu 15 países banhados pelo oceano Índico.
Ao contrário de outros lugares, os estrangeiros foram uma grande parte das vítimas na Tailândia.
"Quase 70% dos mortos em Khao Lak foram pessoas de origem caucasiana, por isso houve tanta exposição midiática", lembrou Apichat Wonroen, gerente de um resort de luxo. Dez anos depois, os luxuosos complexos turísticos e as pitorescas cabanas de bambu voltaram a Khao Lak.
Restaurantes de comida ocidental, salas de massagem tailandesa com vista para o mar, pequenos supermercados, casas de câmbio e outros estabelecimentos se misturam novamente nas ruas adjacentes à praia principal.
"Então, muito pouca gente sabia que era um tsunami e não existiam os sistemas de alarme de hoje. Se algo parecido voltasse a acontecer, o resultado seria diferente", declarou à Agência Efe Marco Nesta, um turista italiano de 43 anos que fugiu do inverno europeu para aproveitar as festas de fim de ano na Tailândia.
O Centro Nacional de Alertas de Desastre e Divulgação tailandês tem 138 torres instaladas e três sofisticadas boias com sensores para detectar a formação de ondas gigantes, perto do litoral no Golfo de Martaban, que compartilha com Mianmar.
Homenagem às vítimas
Milhares de indonésios se reuniram na quinta-feira (25) para rezar numa mesquita que foi uma das poucas construções que permaneceram em pé em Banda Aceh, a cidade destruída pelo tsunami.
Imagens da mesquita de 135 anos isolada numa área em que quase tudo em volta havia sido destruído foram umas das mais marcantes cenas do desastre causado pela onda, resultado de um terremoto de magnitude 9,1 na costa de Sumatra, ilha da Indonésia, em 2004.
"Alá manteve a sua casa segura. Isso é o que nós muçulmanos acreditamos”, disse Azman Ismail, imã da Grande Mesquita de Baiturrahman, à Reuters.
Cerca de 5.000 homens, mulheres e crianças se reuniram dentro da mesquita para a maior oração coletiva no local desde o tsunami. A província de Aceh foi local do pior da devastação, com pelo menos 168 mil mortos.








