Internacional Harry e Meghan defendem acerto de contas britânico com era colonial

Harry e Meghan defendem acerto de contas britânico com era colonial

Duque e duquesa de Sussex disseram que situação pode ser desconfortável, mas reconhecimento do imperialismo deve ser feito

Harry e Meghan declararam apoio a movimento antirracista

Harry e Meghan declararam apoio a movimento antirracista

Nic Bothma / EFE-EPA - 23.9.2019

O príncipe Harry e Meghan Markle falaram que o Reino Unido precisa reconhecer e acertar as contas com o passado imperialista durante uma sessão com membros da Commonwealth na última quarta-feira (1º).

A Commonwealth é formada por 54 países que foram colonizadas e pertenceram ao Império Britânico. Durante os protestos contra racismo pelo mundo, o papel imperialista da Inglaterra colonial foi relembrado e discutido entre as nações dominadas.

“Quando você olha pela Commonwealth, não existe um jeito de seguirmos em frente sem reconhecer o passado”, disse Harry. “Tantas pessoas fizeram um trabalho incrível em reconhecer o passado e tentar corrigir os erros, mas eu acho que todos nós sabemos que tem muito mais a ser feito”.

“Não vai ser fácil e, em alguns casos, não vai ser confortável, mas isso precisa ser feito, porque, adivinhe só: todo mundo ganha”, disse.

Na Inglaterra, estátuas de mercadores de escravos e de Winston Churchill, ex-primeiro-ministro e conhecido pelas falas racistas, foram vandalizadas por manifestantes. Em Bristol, a estátua de um escravagista chegou a ser jogada em um rio.

Meghan Markle, duquesa de Sussex, também participou do discurso e disse que a situação pode ser desconfortável agora, mas “é apenas passando pelo desconforto que vamos chegar ao outro lado e encontrar um lugar em que a maré alta eleva todos os navios”.

“Igualdade não deixa ninguém com o pé para trás, ela deixa todos com os pés no mesmo lugar, o que é um direito humano fundamental”, disse a duquesa.

O duque reforçou que é preciso reconhecer suas ideias enviesadas para identificar o que precisa ser mudado. “Nós não podemos negar ou ignorar o fato de que todos nós fomos educados para o ver o mundo de uma forma diferente. Entretanto, quando você começa a perceber que existe um preconceito ali, você precisa reconhecer isso, você precisa trabalhar para ficar mais atento… para que você possa contribuir para mudar algo que é tão errado e que não pode mais ser aceito na nossa sociedade hoje”.

“Quando se trata de racismo institucional e sistêmico, ele está ali e ele continua ali porque alguém, em algum lugar, está se beneficiando com isso”, concluiu.

Os dois também declararam apoio ao movimento Black Lives Matter, ou Vidas Negras Importam.

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