Internacional Helicóptero com presidente da Colômbia a bordo é atacado a tiros

Helicóptero com presidente da Colômbia a bordo é atacado a tiros

Aeronoave foi atingida na cauda e nas hélices quando estava sobrevoando a região da fronteira do país com a Venezuela

  • Internacional | Do R7, com AFP

Helicóptero que levava o presidente da Colômbia, Iván Duque, foi atingido por tiros

Helicóptero que levava o presidente da Colômbia, Iván Duque, foi atingido por tiros

SCHNEYDER MENDOZA / AFP

O helicóptero que leva o presidente da Colômbia, Iván Duque, junto com seus ministros da Defesa e do Interior e o governador do Norte de Santander, foi atacado a tiros quando sobrevoavam uma região próxima da fronteira do país com a Venezuela nesta sexta-feira (25). 

As imagens divulgadas pela presidência mostram diversas marcas de balas na cauda e nas hélices principal da aeronave. Nenhum dos ocupantes ficou ferido.

“É um ataque covarde em que é possível ver impactos de munição no aeronave presidencial”, afirmou o presidente colombiano em mensagem enviada por canais oficiais.

O presidente destacou que tanto o “dispositivo de segurança aérea quanto a capacidade” do helicóptero “impediram que algo letal acontecesse”.

As autoridades não informaram se os tiros foram disparados do território colombiano ou venezuelano.

 Assim que a denúncia foi divulgada, organizações como a Human Rights Watch repudiaram o que concordaram em chamar de "ataque" à delegação chefiada por Duque.

Região de narcotráfico

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A comitiva oficial havia saído do município de Sardinata em direção à cidade de Cúcuta, na fronteira, quando ocorreu o ataque. À tarde, o presidente participou de um evento na região de Catatumbo, uma das áreas de maior cultivo de drogas do país, principal exportador de cocaína do mundo.

Dissidentes da guerrilha dissolvida das Farc, rebeldes do Exército de Libertação Nacional (ELN) - último grupo guerrilheiro reconhecido no país - e outros grupos armados lutam pelo controle do narcotráfico na área, aproveitando os 2.200 quilômetros de fronteira entre Colômbia e Venezuela. Os dois governos romperam relações logo após Duque chegar ao poder em agosto de 2018.

“Aqui não nos intimidam com violência ou atos de terrorismo. Nosso Estado é forte e a Colômbia é forte para enfrentar este tipo de ameaças”, acrescentou.

Em 2019, Duque rompeu as negociações que seu antecessor, Juan Manuel Santos, vinha mantendo com a guerrilha após o acordo de paz que desarmou as extintas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) três anos antes.

Esse foi o primeiro ataque contra um presidente colombiano em quase 20 anos. Em fevereiro de 2003, uma carga explosiva de 20 quilos escondida em uma casa próxima ao aeroporto da cidade de Neiva (sudoeste) foi detonada antes do desembarque do então presidente Álvaro Uribe, padrinho político de Duque. O incidente, atribuído às Farc, causou a morte de 15 pessoas e deixou mais 66 feridas.

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