Internacional Homem morre após cair de ponte em protestos na capital do Equador

Homem morre após cair de ponte em protestos na capital do Equador

A vítima foi identificada pela Comissão Ecumênica de Direitos Humanos do Equador como Marcos Oto, de 26 anos. Outro homem também caiu

Equador já registra uma semana de intensos protestos contra pacote econômico

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EFE/ ROLANDO ENRÍQUEZ

Um homem que caiu de uma passarela enquanto era perseguido por agentes da Polícia Nacional do Equador em um dos protestos contra as medidas econômicas anunciadas pelo governo do país não resistiu aos ferimentos e morreu nesta terça-feira em um hospital de Quito.

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A vítima foi identificada pela Comissão Ecumênica de Direitos Humanos do Equador (Cedhu) como Marcos Oto, de 26 anos.

Segundo a Polícia Nacional do Equador, Marcos e um outro manifestante caíram da passarela ao tentar fugir dos agentes e foram levados ao hospital Carlos Andrade Martín, na capital do país, com múltiplos traumatismos.

"A transferência (para o hospital) foi realizada com muita dificuldade porque os manifestantes na região impediam a ambulância de avançar", afirmou a Polícia Nacional, que ainda não confirmou a morte de Marcos, na nota.

Vários vídeos divulgados nas redes sociais contestam a versão oficial e acusam os agentes de jogar os manifestantes da passarela. As imagens divulgadas, porém, não mostram o momento da queda dos dois homens. A Polícia Nacional do Equador nega as acusações.

Esta é a segunda morte confirmada nos protestos contra as medidas econômicas anunciadas pelo presidente do Equador, Lenín Moreno, como parte de um acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

A primeira ocorreu em uma estrada perto da cidade de Cuenca, no sul do país, quando um homem de 35 anos foi atropelado por um carro enquanto participava de outra manifestação.

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Não há, por enquanto, um balanço de quantas pessoas ficaram feridas nos confrontos ocorridos durante os protestos.

O secretário da presidência do Equador, Sebastián Roldán, afirmou que 570 pessoas foram presas desde a última quinta-feira. A maior parte deles, segundo o governo, teria cometido atos criminosos durante as manifestações.