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Hong Kong retira projeto de lei de extradição que provocou protestos

Em declaração gravada e exibida pela televisão, líder Carrie Lam anunciou 'quatro ações para iniciar o diálogo' com diversos setores da sociedade

Internacional|Da EFE

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Líder de Hong Kong, Carrie Lam
Líder de Hong Kong, Carrie Lam

A chefe do governo de Hong Kong, Carrie Lam, anunciou nesta quarta-feira (4) a retirada definitiva do polêmico projeto de lei de extradição que originou os grandes protestos que se repetem na cidade há mais de três meses.

Em declaração gravada e exibida pela televisão, Lam anunciou "quatro ações para iniciar o diálogo" com os diversos setores da sociedade.


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"Primeiro, o governo retirará formalmente o projeto de lei para tranquilizar completamente as preocupações da população", afirmou a chefe do governo. Segundo Lam, uma iniciativa sobre o tema será apresentada quando o Parlamento retomar as atividades.

A retirada definitiva desta lei era uma das cinco exigências dos manifestantes para cessar os protestos que sacodem a cidade há mais de três meses e que já ocasionaram distúrbios.


Os demais pedidos são o estabelecimento de uma comissão independente que investigue a suposta brutalidade policial, a retirada de acusações contra os detidos pelos protestos, a retirada da classificação de "revolta" sobre as manifestações e a aplicação do sufrágio universal para a eleição do chefe do governo local. Nenhum desses outros assuntos foi aceito pela líder de Hong Kong.

"Reconheço que estas medidas podem não ser capazes de abordar todas as queixas das pessoas na sociedade. No entanto, deveríamos pensar profundamente se a escalada de violência e distúrbios é a resposta. Ou se é melhor nos sentarmos para encontrar uma saída através do diálogo", comentou a governante.


Lam reconheceu que após os protestos ficou claro que "o descontentamento se estende muito além do projeto de lei" e "cobre questões políticas, econômicas e sociais".

Por isso, anunciou a criação de um comitê independente que revise "os problemas mais arraigados da sociedade" e assessore o governo sobre a busca de soluções.

De acordo com as últimas pesquisas, a atual popularidade de Lam é mais baixa já registrada por um líder do governo local desde que Hong Kong retornou à China, após um século e meio de dominação colonial britânica.

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