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Humilhação e execução: o que acontece com quem assiste à TV sul-coreana na Coreia do Norte

Gravidade das punições varia conforme a condição econômica e conexões políticas do acusado

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Norte-coreanos que assistem a conteúdos sul-coreanos enfrentam punições severas, incluindo humilhações públicas e execuções.
  • A gravidade das punições varia conforme a condição econômica e conexões políticas do indivíduo.
  • A Lei de Pensamento e Cultura Antirreacionária de 2020 impõe penas de 5 a 15 anos de trabalho forçado para quem consome esses conteúdos e pena de morte para quem os distribui em larga escala.
  • Contrabando de filmes ocorre através de pen drives vindos da China, e a mídia é assistida em dispositivos improvisados chamados "notetéis".

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Norte-coreanos que fugiram do país afirmam que a elite política também assiste a dramas da Coreia do Sul Reprodução/Redes sociais

Norte-coreanos que consomem conteúdos sul-coreanos, como programas de televisão, filmes e músicas, podem enfrentar punições que vão de humilhações públicas a trabalho forçado e até execuções, segundo a organização de direitos humanos Anistia Internacional.

Os “castigos” costumam variar conforme a condição econômica e conexões políticas do acusado, em um sistema descrito por desertores como arbitrário e corrupto.


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Dessa forma, quem tem dinheiro ou acesso a autoridades frequentemente consegue evitar penalidades mais duras por meio de subornos, enquanto os mais pobres sofrem punições severas. Apesar de ser proibido, o consumo de mídia da Coreia do Sul, e de outros países, é comum no país.

A Anistia Internacional realizou 25 entrevistas com norte-coreanos que deixaram o país, a maioria jovens que tinham entre 15 e 25 anos quando fugiram. Segundo relatos, as regras sobre o consumo de conteúdos sempre foram rígidas, mas se intensificaram com a adoção da Lei de Pensamento e Cultura Antirreacionária, de 2020.


A legislação classifica conteúdos sul-coreanos como uma “ideologia podre” e prevê de cinco a 15 anos de trabalhos forçados para quem assistir esse tipo de material. Já quem for visto distribuindo os conteúdos em larga escala ou promovendo exibições coletivas, poderá receber pena de morte.

Mesmo diante dos riscos, o consumo continua. Filmes entram no país contrabandeados, principalmente em pen drives vindos da China, e são assistidos em aparelhos improvisados, conhecidos como “notetéis”, que seria uma mistura de notebook com televisão.


“Os trabalhadores assistem abertamente, os dirigentes do partido assistem com orgulho, os agentes de segurança assistem secretamente e a polícia assiste em segurança. Todos sabem que todos assistem, inclusive aqueles que reprimem os protestos”, disse Kim Gayoung, de 32 anos, que deixou a Coreia do Norte em 2020, em relato à Anistia Internacional.

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