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Infanta Cristina, filha mais nova do rei da Espanha, é acusada no caso Nóos

Internacional|Do R7

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Palma de Mallorca (Espanha), 3 abr (EFE).- A infanta Cristina, filha mais nova do rei da Espanha, Juan Carlos, foi acusada nesta quarta-feira no caso Nóos pelo juiz que investiga uma suposta trama de desvio de fundos públicos na qual seu marido, Iñaki Urdangarin, está envolvido. O juiz determinou que a infanta se apresente na justiça em 27 de abril, informou hoje o Tribunal Superior de Justiça das Ilhas Baleares. A declaração da infanta será realizada em Palma de Mallorca, no julgamento do caso sobre o suposto desvio de mais de seis milhões de euros de fundos públicos para o Instituto Nóos, que foi presidido por vários anos por seu marido. Segundo o juiz, a partir da declaração do ex-sócio de Urdangarin, Diego Torres, da apresentação de vários e-mails e após o depoimento do secretário das infantas, Carlos García Retorne, surgiram "uma série de indícios" que demonstram que Cristina não desconhecia as atividades ilegais de seu marido. Urdangarin foi acusado neste processo em dezembro de 2011 e já prestou dois depoimentos à justiça. Em sua última declaração, o genro de Juan Carlos procurou afastar a infanta e a Casa Real do caso e assegurou que nunca aprovou os negócios realizados pelo Instituto Nóos. Iñaki Urdangarin foi afastado das atividades oficiais da família real em dezembro de 2011, após a acusação. Ex-jogador de handebol, Urdangarin se casou com a filha mais nova do monarca em 1997, com que tem quatro filhos. Em seu último depoimento, afirmou também, segundo informaram à Agência Efe fonte jurídicas, que em março de 2006, por conselho da Casa Real, afastou-se do Instituto Nóos. A acusação da infanta Cristina ocorreu após a publicação de vários e-mails de Diego Torres, ex-sócio de Urdangarín no instituto e também acusado no caso, dirigidos supostamente a infanta e outras pessoas do entorno da Casa Real. O caso investiga o suposto desvio de 6,1 milhões de euros das administrações regionais das Baleares e Valencia para o Instituto Nóos entre 2004 e 2007. Após a acusação da infanta Cristina, a Casa do Rei manifestou, através de um porta-voz, que "não comenta decisões judiciais". EFE nac-mlg/dk (foto) (vídeo)

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