Influência do Irã na América Latina está "declinando", dizem EUA
Internacional|Do R7
Washington, 26 jun (EFE).- Como resultado de uma ofensiva diplomática e uma forte política de sanções aplicada por Washington, além do pobre "manejo" de Teerã quanto às relações exteriores, a influência do Irã na América Latina e no Caribe está "declinando", segundo um relatório dos EUA que a Agência Efe teve acesso nesta quarta-feira. A parte desqualificada do relatório, indica, além disso, que as atuais sanções dos EUA, da União Europeia (UE) e do Conselho de Segurança da ONU contra o Irã "limitaram" sua relação econômica com a América Latina. O relatório surge de uma lei, assinada pelo presidente Barack Obama e impulsionada por vários congressistas, que pediu que o Departamento de Estado elaborasse uma estratégia para responder à "crescente presença e atividade hostil do Irã" no continente. A lei provém de uma iniciativa apresentada em 2012 pelo congressista republicano Jeff Duncan e exige que o Governo descreva detalhadamente as atividades do Irã, sua Guarda Revolucionária, suas Forças Quds e o grupo libanês Hezbollah. "Os Estados Unidos estão preocupados com os nexos políticos e econômicos do Irã com relação ao continente, mas reconhece que a pressão internacional debilitou significativamente o regime iraniano e a maioria de suas promessas não foram cumpridas". Por isso, o Governo de Obama "encoraja" as nações latino-americanas a se unirem aos esforços para persuadir o Irã, sempre atendendo as preocupações da comunidade internacional sobre seu programa nuclear, o apoio ao terrorismo e os abusos contra os direitos humanos, segundo o relatório. Esses esforços já geraram "importantes conquistas", como o fato do Brasil, Chile e México terem votado a favor de um monitoração especial sobre o Irã por parte da Comissão de Direitos Humanos da ONU. O relatório lembra também as sanções impostas em maio de 2011 a uma subsidiária da companhia petrolífera venezuelana PDVSA por "enviar produtos petroleiros ao Irã". "Seguiremos cooperando estreitamente e informando nossos parceiros no continente sobre as perversas atividades dos iranianos. Trabalharemos com essas nações aliadas para assegurar que têm a capacidade de detectar e conduzir as ações subversivas do Irã antes que ocorram", acrescenta o reporte. Em comunicado, a legisladora republicana pela Flórida Ileana Ros-Lehtinen ressaltou que os Estados Unidos não deveriam "subestimar a presença e influência iraniana" na América Latina. "Devemos permanecer atentos e fazer tudo o que esteja em nossas mãos para fazer frente a esta crescente ameaça", indicou a congressista, de origem cubana. EFE mb/ff











