Internacional Inteligência dos EUA afirma que Rússia prepara invasão da Ucrânia

Inteligência dos EUA afirma que Rússia prepara invasão da Ucrânia

Governo Putin teria deslocado para a região da fronteira 70% das forças necessárias para um ataque em grande escala

AFP
Rússia realizou exercícios militares próximos da fronteira com a Ucrânia em janeiro deste ano

Rússia realizou exercícios militares próximos da fronteira com a Ucrânia em janeiro deste ano

Russian Defence Ministry / AFP

Informações da Inteligência dos Estados Unidos afirmam que a Rússia está intensificando os preparativos para uma invasão em grande escala na Ucrânia e agora colocou 70% das forças que precisaria para esse ataque, segundo funcionários americanos disseram ao Congresso e seus aliados.

Quais seriam as consequências de uma invasão da Rússia na Ucrânia?

A Rússia reuniu 110.000 soldados ao longo de sua fronteira com a Ucrânia, mas a Inteligência americana não determinou se o presidente Vladimir Putin realmente decidiu invadir, segundo o que disseram membros de órgãos de inteligência que nos últimos dias mantiveram reuniões informativas com legisladores e representantes dos aliados europeus.

Os funcionários alertaram aos legisladores que a força russa reunida na fronteira com a Ucrânia está crescendo a um ritmo que daria a Putin a força necessária para uma invasão em grande escala, acumulando cerca de 150.000 soldados para meados de fevereiro.

O que Putin quer é ter todas as opções possíveis à sua disposição: desde uma invasão limitada da região pró-russa de Donbas na Ucrânia até uma invasão total a grande escala do país vizinho.

A Rússia nega reiteradamente que esteja planejando invadir a Ucrânia.

Para a Inteligência americana, se a Rússia optar por um ataque em grande escala, a força invasora poderia tomar a capital Kiev e derrubar o presidente Volodymyr Zelensky em questão de 48 horas.

Tal ataque deixaria entre 25.000 e 50.000 civis mortos, junto com entre 5.000 e 25.000 soldados ucranianos e entre 3.000 e 10.000 soldados russos. Também poderia desencadear uma avalanche de refugiados de um a cinco milhões de pessoas, principalmente para a Polônia, alegaram os funcionários.

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