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Irã ataca países do Golfo e ameaça bombardear portos nos Emirados Árabes Unidos

Ataque surge, neste domingo (15), em meio a ameaças sobre a ampliação da guerra

Internacional|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Irã atacou países do Golfo com mísseis e drones, acusando os Emirados Árabes Unidos de participar da guerra.
  • O chanceler iraniano afirmou que o Irã está aberto para considerar propostas de paz, mas não está pronto para negociar com os EUA.
  • A guerra já causou mais de 1.300 mortes no Irã e prejuízos significativos nos países do Golfo, além de uma crise humanitária no Líbano.
  • Os ataques iranianos também afetaram Israel, onde 12 pessoas foram mortas e várias ficaram feridas; o conflito levanta preocupações globais sobre o fornecimento de petróleo.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Prédio em Israel atingido por projétil lançado pelo Irã, neste domingo (15) Tyrone Siu/Reuters - 15.03.2026

O Irã atacou os países do Golfo com mísseis e drones, neste domingo (15), em meio a ameaças sobre a ampliação da guerra e pedidos para a retirada de civis de três importantes portos nos Emirados Árabes Unidos.


Teerã alega que os Emirados Árabes Unidos participam ativamente da guerra e acusou os EUA de usarem duas bases americanas no país do Golfo para atacar a ilha de Kharg — onde fica o principal terminal de petróleo do Irã, no sábado (14).

Anwar Gargash, um assessor diplomático do governo dos Emirados Árabes Unidos, rejeitou a alegação iraniana de que os EUA usaram território ou espaço aéreo do país para seus ataques à ilha de Kharg.


Desde o começo da guerra, no dia 28 de fevereiro, Teerã disparou centenas de mísseis e drones contra seus vizinhos do Golfo — Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar e Omã.

O país afirma que seus vizinhos são alvos porque possuem bases americanas, embora ataques iranianos sejam relatados contra locais civis, como aeroportos e campos de petróleo.


Apesar de defesas aéreas terem interceptado a maioria dos mísseis, a guerra causou danos significativos e abalou as economias do Golfo.

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O chanceler do Irã, Abbas Araghch, afirmou ao jornal Al-Araby al-Jadeed, com sede em Londres, que o Irã está pronto para considerar qualquer proposta que inclua “o fim completo” da guerra e disse que esforços de mediação estão em andamento entre o Irã e seus vizinhos para reduzir a tensão.


Ele não deu nenhuma indicação sobre se houve progresso.

Guerra causa prejuízo econômico

A guerra está causando um enorme prejuízo econômico e de reputação aos países do Golfo, anteriormente vistos como seguros e estáveis.

Além dos ataques aos países vizinhos, o Irã bloqueou o tráfego pelo Estreito de Ormuz, uma passagem entre o Irã e Omã que separa os maiores produtores mundiais de petróleo e gás natural de seus principais clientes.

Historicamente, cerca de 20 milhões de barris passam por ali diariamente. De acordo com a Agência Internacional de Energia, a guerra no Oriente Médio já causou a maior interrupção no fornecimento da história do mercado global de petróleo.

Estreito de Ormuz

Com a crescente ansiedade global em relação aos preços e ao fornecimento de petróleo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no sábado que espera que China, França, Japão, Coreia do Sul, Reino Unido e outros enviem navios de guerra para manter o Estreito de Ormuz “aberto e seguro”. Esses países dependem mais do que os EUA do petróleo e do gás que passam pelo estreito.

“Estamos analisando intensamente com nossos aliados o que pode ser feito, porque é crucial que o estreito seja reaberto”, disse o secretário de Energia do Reino Unido, Ed Miliband, à Sky News, acrescentando que “encerrar este conflito é a melhor e mais segura maneira de reabrir o estreito”.

Moradores do Emirados Árabes Unidos registraram ataques do Irã Reuters via Social Media

O Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul afirmou que coordenará de perto com Washington e analisará a proposta de Trump.

Araghchi, em uma publicação nas redes sociais, descreveu o apelo de Trump como “um pedido desesperado”.

O comando militar conjunto do Irã reiterou sua ameaça de atacar as “infraestruturas de petróleo, econômicas e energéticas” ligadas aos EUA na região, caso a infraestrutura petrolífera da República Islâmica seja atingida.

Em entrevista à emissora americana CBS News, o chanceler iraniano afirmou que o país não estava pronto para negociar com os Estados Unidos, apesar de Trump ter afirmado no dia anterior que o Irã desejava um acordo.

“Nunca pedimos um cessar-fogo e nunca sequer pedimos negociação”, disse Araghchi.

“Estamos prontos para nos defender pelo tempo que for necessário.” Trump afirmou em entrevista por telefone à NBC News no sábado que “o Irã quer fazer um acordo, e eu não quero porque os termos ainda não são bons o suficiente”.

Mísseis iranianos atingem Israel

Os efeitos da guerra também foram sentidos em Israel. Teerã bombardeou posições israelenses no centro do país e em Tel-Aviv.

O Magen David Adom, serviço de resgate de Israel, divulgou um vídeo mostrando uma grande cratera em uma rua e danos causados por estilhaços em um prédio de apartamentos.

Ataques na região de Tel-Aviv causaram danos em 23 locais e provocaram um pequeno incêndio.

Desde o início da guerra, os ataques iranianos mataram 12 pessoas em Israel. Outras ficaram feridas, incluindo três no domingo. Pelo menos 13 militares americanos também morreram desde o início da guerra; seis deles morreram em um acidente de avião no Iraque na semana passada.

Os mísseis de Teerã também mataram pelo menos sete pessoas nos países do Golfo. Já no Irã, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha afirmou que mais de 1.300 pessoas foram mortas até o momento.

O Ministério da Saúde iraniano informou que 223 mulheres e 202 crianças estão entre os mortos, segundo a Mizan, agência de notícias oficial do judiciário.

No Líbano, a crise humanitária se agravou em meio à guerra, com mais de 820 mortos, segundo o Ministério da Saúde.

Cerca de 850 mil pessoas foram deslocadas desde que o Hezbollah, apoiado pelo Irã, começou a atacar Israel, e Tel-Aviv respondeu com ataques e enviou tropas adicionais para o sul do Líbano.

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