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Irã enforca jovem por crime cometido na adolescência

Escritório de direitos humanos da ONU protestou contra a decisão iraniana

Internacional|Do R7

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Alireza Mafiha foi enforcado em público pendurado em um guindaste em Teerã, Irã, domingo (20)
Alireza Mafiha foi enforcado em público pendurado em um guindaste em Teerã, Irã, domingo (20)

O Irã enforcou dois condenados no último domingo (20) em Teerã, capital do país. As imagens de um deles pendurado em praça pública chocou a comunidade internacional pela brutalidade da cena. O escritório de direitos humanos da ONU (organização das Nações Unidas) protestou contra a ação do governo iraniano.

Um dos condenados à morte, Ali Naderi, foi executado por um crime cometido aos 17 anos gerando indignação por parte das organizações de direitos humanos. 


Apesar da pena ter sido cumprida quando o jovem Naderi já havia atingido os 21 anos, o Alto Comissariado da ONU para os direitos humanos manifestou a revolta e declarou estar "profundamente consternado" com o ato. 

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De acordo com as autoridades iranianas, o jovem deliquente colaborou em um assalto seguido de morte. Porém, para a ONU o crime não justificou o enforcamento, já que o delito foi cometido quando o Naderi tinha somente 17 anos. Este fato foi destacado pela porta-voz da ONU, Cecile Pouilly.

—A pena de morte não pode ser imposta para os crimes cometidos por pessoas com menos de 18 anos de idade. 


Ela também ressaltou que o Irã assinou dois tratados internacionais que proíbem as execuções de menores.

O outro enforcado, na ocasião, foi Alireza Mafiha, que morreu aos 23 anos de idade. Ele também foi condenado por roubo.

Nos dois casos, as autoridades justificaram a brutal pena alegando que ambos travaram "uma guerra contra Deus". 

O Irã realizou pelo menos 55 execuções públicas em 2012. No total, 400 pessoas foram condenados à morte no Irã no ano passado.

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