‘Irã não se compara à Venezuela, uma invasão seria uma carnificina’, alerta especialista
Segundo o presidente Donald Trump, ‘há uma grande frota de navios americanos a caminho do Oriente Médio’
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Donald Trump ameaçou realizar uma operação militar contra o Irã, caso o país não feche o acordo sobre armas nucleares. O Irã adicionou mil novos drones ao regimento, prometendo resposta esmagadora a qualquer ataque dos EUA.
O Hora News desta quinta-feira (28) recebeu o professor de relações internacionais e economia Alexandre Pires, do Ibmec-SP, para analisar a atual tensão entre Irã e Estados Unidos. Estaríamos próximos de mais um episódio de intervenção norte-americana como aconteceu na captura de Nicolás Maduro na Venezuela? Segundo o especialista, o cenário é completamente diferente.
“Nem invasão, nem como um ataque talvez cirúrgico igual da Venezuela, com tropas entrando no território. O Irã, ele tem um exército altamente treinado, não se compara com a Venezuela, tem tecnologia militar avançadíssima, tem prontidão de combate, tem treinamento para combate [...], então é um contexto militar muito mais difícil e com certeza as baixas dos americanos seriam muito maiores. [...] Uma invasão mesmo, propriamente dita, seria uma carnificina, e o Trump provavelmente entraria numa situação pior do que os outros governos entraram quando tínhamos ali o Afeganistão”, afirma.
Pires acredita que o mais provável seria um ataque brutal dos Estados Unidos com base em inteligência que poderia forçar o regime dos aiatolás a negociar. Ele pontua ainda que outra possibilidade seria fomentar um golpe do Exército iraniano, lembrando que Exército e Guarda Revolucionária são distintos no país.
Sobre esse novo capítulo de tensão entre Washington e Teerão, ele acredita que o motivo seja a retomada do programa nuclear. “Há uma suspeita de que o Irã retomou a todo o vapor o seu programa nuclear. Essa tem sido a grande preocupação americana do Irã insistir na produção”, contextualiza.
Alexandre Pires aponta ainda que os EUA não enfrentaram uma guerra de drones até o momento. “A grande preocupação que os americanos devem estar tendo agora é saber qual geração de drone que é [...]. Se eles são a primeira, a segunda que o Irã já dominava, ou se já são esses aperfeiçoados com motores mais potentes, capazes de carregar mais material explosivo”, explica.
Sobre a movimentação de aparatos militares anunciada por Trump, o professor explica que o objetivo é coletar informações a respeito do Irã neste momento, o que poderia municiar ações futuras. Segundo ele, se isso acontecer, seria uma “guerra por procuração”, como é chamado nas relações internacionais.
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