Irã: ‘Queda do regime pode copiar insucesso dos países da Primavera Árabe’, alerta especialista
Segundo João Correia, regime dos aiatolás está muito perto de cair, mas a sucessão é complexa e traz desafios para o país
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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No Irã, o número de mortos nos protestos contra o regime do aiatolá Ali Khamenei já passa de 2.000. Com o governo cada vez mais fragilizado e o aumento da pressão internacional, surge o questionamento sobre quem assumiria o poder no país com mais de 92 milhões de habitantes.
João Correia, professor de geopolítica, aborda a questão em entrevista ao Jornal da Record News. O especialista destaca que há chances de o país caminhar para um combate civil e ditadura militar caso o governo seja derrubado.

“É possível decapitar o governo iraniano, mas existe um risco de uma guerra civil, existe o risco de o Irã migrar para uma ditadura militar. Muitas armas, com quem ficariam o arsenal nuclear de Irã e companhia, em quais mãos isso tudo cairia?”, questiona o professor.
Nas últimas semanas, o príncipe herdeiro do Irã, Reza Pahlavi, tornou-se uma das figuras centrais do conflito devido ao apoio aos manifestantes. Na visão de Correia, ele não tem chances de se firmar como sucessor de Ali Khamenei por falta de experiência.
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“Acredito fortemente que o substituto do aiatolá, o substituto do atual governo, da Guarda Revolucionária e companhia, seria mais algo relacionado a uma solução interna e não propriamente externa. Ele é inexperiente, ele não tem qualquer conhecimento sobre a realidade do Irã de hoje. Ele praticamente saiu do Irã ainda muito jovem, quando criança, e não há essa legitimidade por parte da população“, diz o especialista.
Elon Musk, EUA e os protestos
Após o bloqueio da internet no Irã, em meio aos protestos contra o governo, manifestantes conseguiram driblar a restrição depois que Elon Musk ofereceu o serviço gratuitamente à população por meio da Starlink.
Na entrevista, o professor de geopolítica define o serviço de Musk como uma “arma política silenciosa” e afirma que os Estados Unidos serão cruciais na queda do regime de Teerã.
“O governo iraniano está muito perto do fim, perto de cair. Os americanos vão ser cruciais nesse contexto, porque tem presença militar na região, mas é difícil de cravar o que teremos daqui para frente, porque, por exemplo, a Starlink, a internet proposta ali pelo Elon Musk e companhia, é uma arma geopolítica silenciosa, mas ela não é capaz de fazer uma mágica”, afirma o docente.
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