Irã: relembre os líderes supremos que o país já teve
Mojtaba Khamenei foi anunciado para o posto após a morte de seu pai, Ali Khamenei
Internacional|Do R7
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O clérigo Mojtaba Khamenei foi anunciado, no domingo (8), como novo líder supremo do Irã. Terceira pessoa a ocupar o cargo desde a criação da República Islâmica, em 1979, ele sucede o pai, Ali Khamenei, morto durante o ataque coordenado entre os Estados Unidos e Israel em fevereiro.
O novo aiatolá ganhou influência dentro do regime após ajudar a organizar a repressão aos protestos da chamada Onda Verde, desencadeados pelas eleições contestadas que mantiveram o ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad no poder.
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Considerado um integrante da ala linha-dura, a ascensão de Mojtaba Khamenei indica pouca ou nenhuma mudança na orientação política do país.
Antes do anúncio oficial, o presidente americano, Donald Trump, disse que deveria aprovar a escolha.
“Se ele não tiver nossa aprovação, não vai durar muito tempo. Queremos garantir que não tenhamos que voltar a cada 10 anos, quando não tivermos um presidente como eu que não fará isso”, comentou o republicano em entrevista à ABC News.
Já Israel afirmou que qualquer novo líder iraniano poderá se tornar alvo militar.
Mojtaba Khamenei é o 3ª líder supremo desde a Revolução Islâmica
Mojtaba Khamenei é o terceiro líder supremo do Irã desde a Revolução Iraniana, entre 1978 e 1979.
Antes dele, apenas dois aiatolás ocuparam o posto: o fundador do regime, Ruhollah Khomeini, que governou de 1979 até sua morte em 1989, e seu sucessor, Ali Khamenei, que permaneceu no cargo por mais de três décadas, até o ataque de EUA e Israel.
Relembre:
Ruhollah Khomeini
Ruhollah Khomeini foi o clérigo xiita que liderou a transformação política mais profunda da história recente do Irã. Ele comandou a Revolução Iraniana, que derrubou o xá Mohammad Reza Pahlavi e pôs fim à monarquia no país.
Após retornar do exílio na França em 1979, Khomeini assumiu o papel de líder supremo e implantou a República Islâmica, sistema que combina instituições políticas com forte autoridade religiosa. Sob sua liderança, o novo regime consolidou o poder clerical e reorganizou o Estado com base na interpretação xiita do islamismo.
O período também foi marcado por crises internacionais e conflitos armados. Entre os episódios mais emblemáticos está a Crise dos Reféns no Irã, quando diplomatas dos Estados Unidos foram mantidos reféns por militantes e estudantes em Teerã. Durante seu governo, o país também enfrentou a Guerra Irã–Iraque, que deixou ao menos 1 milhão de mortos.
Khomeini permaneceu no poder até sua morte, em 1989, quando foi sucedido por Ali Khamenei.
Ali Khamenei
O iraniano se tornou uma das principais lideranças do país durante a Guerra Irã-Iraque, nos anos 1980, período em que desenvolveu vínculos com a Guarda Revolucionária, força que passou a controlar.
Entre 1981 e 1989, ocupou a presidência do Irã, o que o aproximou de Khomeini, então líder supremo. Com a morte do aiatolá em 1989, Khamenei foi escolhido, em pela Assembleia de Peritos, para assumir o cargo. Ele tinha 49 anos.
Nos anos em que esteve no poder, Khamenei reprimiu com força a oposição e nunca aceitou fazer reformas na república islâmica. Além disso, manteve posição hostil aos Estados Unidos e não aceitou a existência do Estado de Israel.
Foi alvo de diversos protestos no período em que foi líder supremo. Em 2022, a autoridade do aiatolá foi amplamente questionada após Mahsa Amini, de 22 anos, ser morta enquanto estava sob custódia da polícia dos costumes por não estar usando o véu muçulmano de acordo com as regras do país. Na época, mais de 1.200 manifestantes foram detidos e ao menos 40 pessoas morreram.
Em dezembro do ano passado, novas manifestações eclodiram em meio ao aumento da inflação, a desvalorização da moeda local e à crise econômica agravada por sanções internacionais. Ao menos 6.000 pessoas morreram em meio à forte repressão por parte do governo, que chegou a, inclusive, bloquear a internet em todo o território.
Em fevereiro deste ano, manifestantes entraram em confronto durante um protesto em uma universidade. A confusão ocorreu entre apoiadores do governo e estudantes que são contra o regime.
Ali Khamenei foi morto durante o ataque coordenado entre EUA e Israel contra o Irã. O líder supremo estava sendo monitorado há meses, segundo reportagem publicada pelo The New York Times.
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