Internacional Iraniana é presa por comer em restaurante sem véu

Iraniana é presa por comer em restaurante sem véu

Mulher foi chamada pela polícia para prestar esclarecimentos após a publicação de uma foto com os cabelos descobertos 

AFP
Iraniana almoça sem véu em um restaurante em Teerã e é presa pela polícia

Iraniana almoça sem véu em um restaurante em Teerã e é presa pela polícia

Reprodução redes sociais

Uma mulher que almoça sem véu em um restaurante em Teerã, cuja imagem viralizou nas redes sociais, foi presa, disse sua irmã nesta sexta-feira (30), em um contexto de repressão no Irã contra o movimento que surgiu após a morte de Mahsa Amini.

A imagem mostra Donya Rad (à direita) sentada em um restaurante na capital iraniana, comendo com uma amiga, que também não está com o cabelo coberto.

A foto foi amplamente compartilhada nas redes sociais, com muitos comentários parabenizando as duas mulheres por desobedecerem ao rigoroso código de vestimenta na República Islâmica.

Mahsa Amini morreu em meados de setembro depois de ser presa pela polícia da moral, que a acusou de não cobrir adequadamente o cabelo com o hijab.

"Ontem, após a publicação desta foto, as agências de segurança entraram em contato com minha irmã Donya Rad e pediram explicações", disse sua irmã Dina no Twitter.

"Hoje, após ter ido para onde a chamaram, ela foi presa. Depois de horas de silêncio, Donya me disse em uma breve ligação que ela havia sido transferida para a ala 209 da prisão de Evin", acrescentou, referindo-se a uma ala dessa prisão de Teerã.

"Nossa família está muito preocupada", acrescentou.

Nos últimos dias, a imprensa persa fora do Irã mostrou várias imagens de desobediência civil, nas quais mulheres no Irã são vistas andando sem véu, comprando ou tomando café sem hijab.

Nas redes sociais, alguns internautas compararam as ações de Donya Rad às de Rosa Parks, ativista americana que lutou pelos direitos civis dos negros.

Os militantes dizem que as autoridades iranianas estão realizando uma das repressões mais cruéis em anos para conter as manifestações desencadeadas pela morte de Mahsa Amini.

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