Iraque acusa à Arábia Saudita de "apoiar terrorismo"
Internacional|Do R7
Bagdá, 17 jun (EFE).- O governo do Iraque afirmou nesta terça-feira que as críticas lançadas ontem pela Arábia Saudita, que disse que o atual conflito iraquiano é consequência das políticas sectárias que praticam as autoridades de Bagdá, são "uma grave interferência nos assuntos internos do Iraque e um apoio ao terrorismo". Além disso, em comunicado, pediu ao governo de Riad que se "interesse pela situação interna de seu país e cessação suas políticas de marginalização e exclusão". O governo iraquiano também adverte às autoridades da Arábia Saudita que ao classificar "os terroristas (iraquianos) como revolucionários nos veículos de imprensa sauditas, legalizam os crimes terroristas". Por último, o executivo iraquiano responsabilizou a Arábia saudita "pela gravidade do que acontece no Iraque". Ontem, Riad pediu às autoridades do Iraque a formar um governo de união nacional para pôr fim ao atual conflito, do que acusou às "políticas sectárias" do primeiro-ministro iraquiano, o xiita Nouri al-Maliki. "Os últimos eventos não teriam acontecido sem as políticas sectárias e excludentes praticadas no Iraque nos últimos anos", assinalou o Executivo saudita em comunicado divulgado pela agência de notícias "Spa". Na opinião de Riad, governada por uma monarquia ultraconservadora sunita, essas políticas ameaçaram "a estabilidade, a segurança e a soberania do Iraque". O ministro saudita de Informação, Abdelaziz Jauya, assegurou também na nota que as autoridades de Riad rejeitam a ingerência estrangeira nos assuntos internos do Iraque. Após sua reunião semanal, o Conselho de Ministros saudita pediu para aplicar reformas políticas e constitucionais para permitir a participação igualitária na tomada de decisões de todos os integrantes do povo iraquiano. O Iraque é palco de uma insurgência sunita, liderada pelo jihadista Estado Islâmico do Iraque e o Levante (EIIL), contra o regime de al-Maliki. Os rebeldes tomaram o controle de várias zonas do norte do Iraque, entre elas Mossul - a segunda maior cidade do país e capital de Ninawa - e ameaçam avançar até Bagdá e os santuários xiitas de Karbala e Najaf. EFE sy/tr










