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Israel começa nova onda de ataques contra o Irã

Exército israelense emitiu alerta de evacuação para os moradores de Teerã; mídia iraniana relata explosões na capital do país

Internacional|Do R7, com Reuters e Estadão Conteúdo

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Detritos espalhados pela rua após um ataque conjunto de Israel e dos EUA a uma delegacia de polícia, em meio ao conflito entre EUA e Israel com o Irã.
Presidente iraniano acusou EUA e Israel de ataques contra escolas e hospitais Majid Asgaripour/WANA via Reuters - 02.02.2026

O exército israelense anunciou uma nova onda de ataques contra Teerã, capital do Irã, na noite desta segunda-feira (2) (horário de Brasília).


Momento antes deste novo ataque, Israel emitiu um alerta de retirada para os residentes de Teerã, especialmente aqueles localizados perto da sede da emissora estatal iraniana IRIB. A mídia iraniana relata que houve duas grandes explosões nas proximidades da sede da emissora.

O exército de Israel também pediu a evacuação de moradores da região sul de Beirute, capital do Líbano.


Israel anunciou ter eliminado, no Líbano, um comandante da Jihad Islâmica Palestina. Segundo as Forças de Defesa, Abu Hamza Rami ocupava um dos postos de maior influência no grupo terrorista e seria responsável por “centenas” de ataques lançados contra o território israelense.

Ameaças do Irã

A Guarda Revolucionária iraniana disse nesta segunda, que os Estados Unidos que “não estarão a salvo em nenhum lugar do mundo”. A declaração foi dada no terceiro dia de uma guerra na qual foi morto o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei.


A Força Quds, unidade de elite militar encarregada das operações exteriores, advertiu, em um comunicado difundido pela TV estatal que não descansará “até que o inimigo seja derrotado” e que “não estarão mais a salvo em nenhum lugar do mundo, nem mesmo em seus próprios lares”.

Mais cedo, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que seu país não permanecerá “em silêncio” após denunciar “ataques” contra uma escola e um hospital, atribuídos a bombardeios israelenses-americanos.


“Os ataques contra os hospitais atentam contra a própria vida. Os ataques contra as escolas atentam contra o futuro da nação (...) O mundo deve condenar esses atos”, escreveu Pezeshkian.

“O Irã não permanecerá em silêncio e não cederá diante desses crimes”, acrescentou. O Irã afirma que um bombardeio no sábado deixou 168 mortos em uma escola no sul do país, mas nem os Estados Unidos nem Israel confirmaram o ataque, que a AFP não pôde verificar por não ter acesso ao local. Em Teerã, um hospital foi danificado no domingo.

Conflito se espalha

Os Estados Unidos deram indícios na tarde desta segunda de que vão ampliar seu envolvimento militar na guerra contra o Irã. Na Casa Branca, o presidente Donald Trump afirmou que uma grande onda de ataques contra Teerã está por vir. Em uma entrevista separada ao jornal New York Post, o republicano também afirmou que ‘não tem medo’ de enviar soldados ao Irã.

Em coletiva no Pentágono, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, e o general Dan Caine, chefe do Estado-Maior as Forças Armadas americanas disseram que ampliarão o número de caças em atuação na Operação Fúria Épica.

Nesta segunda, o conflito se espalhou para outros países da região depois que Israel e a milícia xiita Hezbollah, aliada de Teerã, trocaram ataques. O país persa também lançou bombardeios com drones contra alvos em diversos países da região como o Kuwait, o Catar e a Arábia Saudita.

Ainda nesta segunda, o chefe de Segurança do Irã, Ali Larijani, afirmou que o país não negociará com os Estados Unidos.

“Essa era a nossa chance de atacar e é o que estamos fazendo agora. Esse regime doente e sinistro. Vamos destruir a capacidade de misseis do Irã”, afirmou Trump durante uma cerimônia em homenagem aos quatro soldados americanos mortos no conflito.

No Pentágono, Hegseth declarou que os objetivos militares americanos consistem em destruir a capacidade do Irã de lançar ataques balísticos e navais contra israelenses e ativos americanos no Oriente Médio.

Outra meta é destruir definitivamente o programa nuclear persa. No ano passado, os EUA e Israel lançaram ataques aéreos contra centrais nucleares iranianos com o mesmo objetivo, que acabaram não sendo cumpridos.

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