Israel mata comandante da Marinha do Irã responsável por fechar o estreito de Ormuz
Alireza Tangsiri foi alvo de um ataque na cidade portuária iraniana de Bandar Abbas enquanto se reunia com altos comandantes
Internacional|Do R7, com Estadão Conteúdo
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Israel matou o comandante da Marinha da Guarda Revolucionária do Irã, Alireza Tangsiri, em um bombardeio realizado nesta quinta-feira (26) na cidade de Bandar Abbas, no sul do país, informou o ministro da Defesa israelense, Israel Katz.
O comandante é considerado peça-chave na estratégia iraniana no golfo Pérsico. Tangsiri foi responsável pelo fechamento do estreito de Ormuz à maior parte da navegação internacional.
De acordo com fontes do The New York Times, ele foi atingido enquanto estava escondido em um apartamento com outros oficiais da Guarda Revolucionária.
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Horas depois, os Estados Unidos confirmaram a morte de Tangsiri, em comunicado do Comando Central dos EUA (Centcom, na sigla em inglês). De acordo com o órgão, a morte do militar “torna a região mais segura”.
Em nota, o comandante do Centcom, almirante Brad Cooper, afirmou que Tangsiri liderou a força por oito anos e, nesse período, a IRGC teria “hostilizado milhares de marinheiros mercantes inocentes” e realizado ataques com drones e mísseis contra embarcações.
O texto também lembra que o iraniano foi designado como terrorista global especialmente designado pelo Tesouro americano em 2019, com sanções adicionais em 2024.
Segundo o comunicado, desde o início da operação “Fúria Épica”, 92% dos grandes navios da Marinha iraniana foram eliminados, comprometendo a capacidade de projeção de poder da IRGC. “Com a perda de seu líder de longa data, a IRGC está em um declínio irreversível”, afirmou Cooper.
O Centcom acrescentou que os ataques militares dos EUA contra a força iraniana devem continuar e fez um apelo para que militares iranianos deixem seus postos “para evitar maior risco de ferimentos ou morte desnecessários”.
Autoridades oficiais do Irã ainda não se pronunciaram sobre o caso.
Taxas no estreito de Ormuz
Um projeto que oficializa a cobrança de taxas para navios que cruzam o estreito de Ormuz está em discussão no Parlamento do Irã.
O parlamentar Mohammadreza Rezaei Kouchi disse às agências Fars e Tasnim, ligadas à Guarda Revolucionária Islâmica, que a ideia é manter a “soberania, o controle e a supervisão” sobre a passagem e também “criar uma fonte de receita” para o país.
“Isso é totalmente natural, assim como mercadorias pagam taxas de trânsito ao passar por outros corredores, o estreito de Ormuz também é um corredor”, afirmou Kouchi. “Nós fornecemos sua segurança, e é natural que navios e petroleiros devam pagar tais taxas.”
Há relatos de que o Irã tem cobrado até US$ 2 milhões (aproximadamente R$ 10,5 milhões na cotação atual) para garantir a passagem de embarcações pelo estreito de Ormuz em segurança desde o início da guerra, no dia 28 de fevereiro.
Almirante dos EUA diz que mais de 10 mil alvos já foram atingidos no Irã
As forças dos Estados Unidos atingiram mais de 10 mil alvos no Irã desde o início da guerra, no dia 28 de fevereiro, segundo balanço presentado nesta quinta-feira pelo chefe do Comando Central dos Estados Unidos, o almirante Brad Cooper.
“Se você combinar o que realizamos com o sucesso de nosso aliado israelense, juntos, atingimos milhares de alvos a mais”, disse Cooper. “Nossos ataques de precisão sobrecarregaram as defesas aéreas iranianas e nossos voos de combate estão tendo efeitos tangíveis.”
Cooper acrescentou que os Estados Unidos destruíram 92% dos “maiores navios da marinha iraniana”. “Eles agora perderam a capacidade de projetar poder naval e influência de forma significativa na região e no mundo”, disse Cooper.
Cooper afirmou também que “mais de dois terços das instalações de produção de mísseis, drones e navais do Irã” foram aniquiladas. “E ainda não terminamos”, disse o almirante.
“Estamos no caminho para eliminar completamente o aparato mais amplo de fabricação militar do Irã.”
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