Israel nega pausa humanitária e diz que bombardeios já são suspensos para o deslocamento de civis
A população da Faixa de Gaza foge para o sul, em uma longa caminhada por um corredor aberto no último domingo (5)
Internacional|Do R7

Israel negou que começará a adotar uma pausa humanitária a partir de agora, como informaram os EUA nesta quinta-feira (9). O governo israelense disse que os bombardeios já estão sendo interrompidos desde o último domingo (5) para que civis fujam do norte de Gaza. As informações foram publicadas no jornal The Times of Israel.
John Kirby, porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, havia divulgado a informação de que as ofensivas seriam suspensas por quatro horas todos os dias para a retirada dos palestinos da zona de guerra.
As IDF (Forças de Defesa de Israel) estimam que pelo menos 50 mil pessoas conseguiram fugir para o sul pela estrada de Salah a-Din nos últimos cinco dias.
Essa passagem foi classificada como um "corredor humanitário", e o governo israelense afirma que a medida adotada não é uma "pausa humanitária".
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No início da semana, começaram a circular fotos e vídeos de pessoas que caminham com os pertences que conseguem carregar e encaram o longo trajeto a pé. A multidão usa bandeiras brancas para tentar indicar que são civis, e não terroristas.
Desde os primeiros dias de guerra contra o Hamas, Israel orienta palestinos e estrangeiros a ir para o sul, região da Faixa de Gaza onde os bombardeios aéreos acontecem em menor intensidade.













