Internacional Israel promete destruir Hamas, e premiê pede para que cidadãos deixem Gaza: 'Saiam agora'

Israel promete destruir Hamas, e premiê pede para que cidadãos deixem Gaza: 'Saiam agora'

Neste sábado (7), mais de 400 pessoas morreram durante ataque e contraofensiva; estima-se milhares de feridos em ambos os lados

Agência EFE
Benjamin Netanyahu durante entrevista

Benjamin Netanyahu durante entrevista

Reprodução/Reuters - 7.10.2023

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou neste sábado (7) que o Exército israelense utilizará "todo o seu poder" para destruir o Hamas e pediu aos palestinos que abandonem a Faixa de Gaza, avisando que reduzirá os esconderijos dos milicianos a "escombros".

"As Forças de Defesa de Israel estão prestes a utilizar todo o seu poder para destruir as capacidades do Hamas", declarou Netanyahu, em discurso transmitido pela televisão nesta noite, o segundo desde que o movimento islâmico Hamas, que governa o enclave, surpreendeu Israel com um ataque terrestre, aéreo e marítimo durante a manhã.

“Destruiremos e vingaremos com força este dia negro que impuseram ao Estado de Israel e aos seus cidadãos”, destacou.

Além disso, o primeiro-ministro israelense pediu aos habitantes de Gaza que deixassem a faixa diante da iminente ofensiva.

“Digo aos residentes de Gaza: saiam agora porque agiremos com força. Todos os locais onde o Hamas estiver implantado, escondido e operando, iremos transformá-los em ilhas de escombros”, advertiu.

No entanto, os habitantes de Gaza não têm nenhuma possibilidade de abandonar o enclave — governado de fato pelo Hamas, um movimento considerado terrorista pelo governo israelense, Estados Unidos e União Europeia —, uma vez que está bloqueado pelo Egito e por Israel. Assim, poucos habitantes de Gaza conseguem obter licenças para sair da faixa.

Por outro lado, Netanyahu agradeceu aos líderes de EUA, França e Reino Unido por manifestarem apoio a Israel. Chamando os acontecimentos de hoje de "nunca vistos antes em Israel", o primeiro-ministro prometeu vencer a guerra, embora tenha advertido que "o preço será alto".

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Entretanto, o ministro da Defesa israelense, Yoav Gallant, decidiu estender a situação de emergência a todo o país e não apenas em um raio de 80 km da Faixa de Gaza, como tinha feito anteriormente.

Por seu lado, o Conselho de Segurança Nacional pediu aos israelenses que vivem no exterior que fiquem alertas aos ataques contra judeus relacionados com a escalada atual.

Cerca de 250 pessoas morreram em Israel como resultado de múltiplas agressões por parte do Hamas; enquanto os ataques aéreos israelenses de represália custaram a vida a 232 pessoas em Gaza, de acordo com os últimos dados confirmados por fontes médicas de ambos os lados.

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