Israel recupera corpo de militar desaparecido no Líbano há 43 anos
Agentes localizaram e repatriaram os restos mortais de Zvi Feldman, desaparecido na batalha de Sultan Yacoub em 1982
Internacional|Do R7, em Brasília

O corpo do sargento Zvi Feldman, desaparecido desde a batalha de Sultan Yacoub durante a Primeira Guerra do Líbano, em 1982, foi recuperado por meio de uma operação conduzida pelo serviço de inteligência israelense (Mossad) e pelas Forças de Defesa de Israel (IDF).
O anúncio foi feito neste domingo (11) pelas autoridades do país.
Feldman combatia em uma unidade de blindados durante o confronto com o exército sírio no vale do Beqaa, no Líbano. O combate resultou em 21 militares mortos e mais de 30 feridos.
Outros dois soldados — Yehuda Katz e Zachary Baumel — também desapareceram. Os restos de Baumel foram localizados e repatriados em 2019.
A operação, descrita como “complexa e sigilosa”, envolveu agentes estrangeiros atuando em áreas remotas da Síria, com identidade falsa. Eles operaram sob risco, inclusive “sob fogo”, segundo fontes da defesa israelense.
Visitas a cemitério
Após várias visitas a um cemitério, evidências foram enviadas para Israel, onde exames de DNA confirmaram a identidade de Feldman. Fragmentos do uniforme militar também foram localizados.
“Durante décadas, Zvika esteve desaparecido, e os esforços para encontrá-lo, assim como aos demais soldados daquele confronto, nunca cessaram por um momento”, garantiu o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
As FDI (Forças de Defesa de Israel) localizaram um "túnel do terror" usado por extremistas do Hamas escondido em uma mesquita na Faixa de Gaza
As FDI (Forças de Defesa de Israel) localizaram um "túnel do terror" usado por extremistas do Hamas escondido em uma mesquita na Faixa de Gaza
O ministro da Defesa, Israel Katz, prometeu mais operações do tipo.
“Assim como trouxemos de volta Zachary Baumel, e hoje Zvi Feldman, continuamos agindo de todas as formas para também trazer o sargento Yehuda Katz e cumprir nosso dever com ele e sua família”.
O Fórum dos Reféns, que representa parentes de israelenses em cativeiro, comemorou a repatriação e pediu continuidade nos esforços.
Em nota, afirmou: “O retorno de Zvi Feldman é um lembrete moral, ético e nacional para o primeiro-ministro e os membros do governo — um túmulo não é um privilégio, mas um dever básico do Estado com seus cidadãos e combatentes”.
Grupos terroristas na Faixa de Gaza mantêm atualmente 59 reféns, incluindo pelo menos 35 mortos confirmados pelas IDF. O governo israelense reiterou o compromisso de resgatar todos, vivos ou mortos.
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