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Japão não dará a maioria que Sanae Takaichi espera em novas eleições, prevê especialista

Dissolução do parlamento passou a ser frequente no Japão e ocorreu durante os mandatos de primeiros-ministros antecessores

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, anunciou a dissolução do parlamento e eleições antecipadas para 8 de fevereiro.
  • A medida visa aumentar seu apoio popular após um mandato marcado por provocações a China.
  • Especialistas apontam que a frequência das eleições no Japão é inédita e pode não trazer os resultados esperados.
  • A impopularidade da líder se assemelha à de seu antecessor, Shigeru Ishiba, dificultando a aprovação de políticas mais complexas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Nesta segunda-feira (19), a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, anunciou que irá dissolver o parlamento e convocar eleições antecipadas, para 8 de fevereiro. A decisão visa testar a popularidade da líder e conquistar um apoio maior ao mandato.

A medida não é incomum no Japão recente e foi realizada pelo primeiro-ministro antecessor a Sanae. Como aponta o professor de relações internacionais da ESPM Leonardo Trevisan: “Nos últimos três anos o Japão teve três eleições, isso é algo inédito. O Japão era um país de absoluta estabilidade política, com os dois principais partidos se sucedendo no poder”.


Durante o Conexão Record News desta segunda (19), o entrevistado explicou o motivo por trás da impopularidade da líder dentro do parlamento. Segundo ele, assim que Sanae assumiu o cargo, ela fez uma provocação direcionada à China, que levou a uma resposta violenta do país. “O alvo era encantar, comunicar-se com o mais radicalizado japonês, mais nacionalista”. Agora ela busca consertar a oposição encontrada após as declarações.

Uma situação semelhante a de Shigeru Ishiba, antecessor da governante, mas na análise de Trevisan, assim como a tentativa deste último, a líder não terá os resultados que espera. “As eleições não dão maioria a nenhum primeiro-ministro para impor políticas mais complexas ao Japão. Provavelmente nós vamos assistir a esse mesmo filme”.

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