Internacional Jornalista assassinado foi sufocado ao entrar em consulado, diz Turquia

Jornalista assassinado foi sufocado ao entrar em consulado, diz Turquia

Revelação foi feita pela Procuradoria de Istambul. Morte de Khashoggi se tornou uma crise para governo saudita, que inicialmente negou envolvimento

Morte de jornalista na Arábia Saudita

REUTERS/Osman Orsal/07.10.2018

A Procuradoria de Istambul disse nesta quarta-feira (31) que o jornalista Jamal Khashoggi foi sufocado assim que entrou no consulado da Arábia Saudita e que seu corpo foi desmembrado e descartado, em um assassinato planejado.

Em comunicado emitido após dois dias de conversas com o procurador-geral da Arábia Saudita, Saud al-Mojeb, a Procuradoria também disse que nenhum resultado concreto foi alcançado durante as reuniões.

A morte de Khashoggi se tornou uma crise para a Arábia Saudita, a maior exportadora de petróleo do mundo, que no primeiro momento negou ter qualquer conhecimento ou responsabilidade pelo desaparecimento do jornalista no dia 2 de outubro.

Depois, Mojeb disse que o assassinato de Khashoggi foi premeditado e Riad afirmou que 18 suspeitos do crime haviam sido presos. Mas, a Turquia, que divulgou uma série de evidências contradizendo as primeiras versões de Riad, tem exigido mais detalhes, incluindo a localização do corpo de Khashoggi e o nome de quem ordenou seu assassinato.

"Apesar de nossos esforços bem-intencionados para revelar a verdade, nenhum resultado concreto foi alcançado nessas reuniões", disse a Procuradoria de Istambul, em referência as conversas entre Mojeb e o procurador-chefe de Istambul, Irfan Fidan, na segunda e terça-feira.

O assassinato de Khashoggi, um crítico do príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman, chamou atenção para o relacionamento próximo do Ocidente com Riad — importante importador de armas e peça fundamental dos planos de Washington para conter o Irã na região.