Jovem palestino morre baleado na Cisjordânia por soldados israelenses
Internacional|Do R7
Ramala, 29 jan (EFE).- Um jovem palestino morreu nesta quarta-feira baleado por tropas israelenses na cidade cisjordaniana de Ein Siniyam, informaram fontes médicas palestinas e do exército israelense. Um porta-voz do hospital de Ramala, a capital administrativa palestina, confirmou que Mohamad Mubarak, de 22 anos, natural do campo de refugiados de Jalazun, já chegou morto ao local com três tiros nas costas. Horas antes, o exército israelense informou que soldados em um posto do assentamento de Ofra abriram fogo contra um palestino que teria disparado contra sua posição. "Um terrorista palestino abriu fogo contra um posto do exército. Os soldados responderam imediatamente com o objetivo de eliminar a ameaça", indicou o comunicado militar. Em outra mensagem divulgada várias horas depois, o exército acrescentou que "as investigações sugerem que o terrorista disparou contra veículos civis que circulavam pela zona, antes de disparar contra os soldados". No entanto, a agência de notícias palestina "Ma'an" deu outra versão, de que a vítima era um jovem que trabalhava com a companhia Al-Tarifi em um projeto da agência de cooperação americano USAID e que não estava armado. Algumas testemunhas disseram que o homem foi interrogado antes pelos soldados e fichado, e que após disparar impediram que a ambulância chegasse. Consultada pela Efe, uma porta-voz militar israelense insistiu que "os soldados alcançaram a pessoa que tinha disparado contra a posição e que sabiam que o indivíduo trabalhava no local". "Todo o caso está sendo investigado, e não há dúvida que no local os soldados encontraram uma arma", garantiram outras fontes militares a Efe, pouco depois de o escritório do porta-voz do exército enviar à imprensa duas fotos nas quais se vê um subfuzil automático sobre o asfalto, que teria sido recolhido do local. O ministro de Infraestrutura e Habitação da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Maher Ghneim, denunciou que Mubarak foi "assassinado a sangue frio" e cobrou que as organizações internacionais de direitos humanos investiguem as circunstâncias da morte. Sobre as alegações israelenses, o ministério desmentiu que o jovem estivesse armado e disse que o que ele carregava quando foi alvejado era um sinal para dirigir o trânsito. Esta tarde dezenas de jovens do campo de refugiados em que a vítima vivia foram às ruas do centro de Ramala e obrigaram alguns dos comércios a fechar em sinal de luto, enfrentando a polícia palestina, que praticou um número indeterminado de prisões. EFE nm-jm-elb/cd









